A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/06/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à segurança. Nesse sentido, no que concerne ao combate à criminalidade no Brasil, a tecnologia tem-se mostrado eficiente para a validação do ordenamento jurídico. Entretanto, boa parte da população brasileira não tem acesso à internet e, por conseguinte, essas pessoas ficam vulneráveis por não acompanharem a quarta revolução industrial. Portanto, se torna necessária a análise desse quadro e, acima de tudo, que atitudes sejam tomadas para que este melhore.
A priori, segundo uma pesquisa feita pelo jornal de Brasília, mais de 30% da população brasileira não tem acesso à internet. Com isso, é indubitável que a segurança oferecida pela legislação, não é a mesma entre as pessoas que possuem e não possuem o benefício. Isso se evidencia ao ver mulheres que têm esse acesso, tendo a possibilidade de denunciar relacionamentos abusivos através de um aplicativo de compras, sem levantar suspeitas e correndo menos riscos, o que não acontece com quem não tem as mesmas condições. Para tanto, fica nítido que a desigualdade social faz-se um obstáculo para o avanço tecno-científico.
A posteriori, como disse Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Desse modo, a frase de Jobs mostra como a parte da população que não a obtém, ficam “para trás” em vários aspectos, e, dentre eles, a proteção. Infelizmente, a falta de equidade é um problema do Brasil no século XXI, tendo em vista que os mecanismos tecnológicos tendem a se propagar como a maior forma de fiscalização e denuncias, mesmo que boa parte da população não tenha condições financeiras para esses custos e, além disso, o Estado não auxilia essa necessidade. Em suma, é mister que essa negligência estatal contribui para esse problema.
Dado o exposto, é nítido que o combate a criminalidade através da tecnologia é um benefício para quem tem financeiro para adquiri-la. Visto isso, é fato que o Poder Estatal deve intervir para que uma maior porcentagem possa ter esse acesso e inserir outras formas de denúncia. Para isso, os impostos devem ser reduzidos e o Brasil deve incentivar a entrada de empresas do exterior. Assim, os produtos ficaram mais baratos e o povo terá emprego para poder comprá-lo. Sobretudo, o Poder Legislativo deve criar leis que coloquem pelo menos dois seguranças em cada bairro, para que a tecnologia não seja a única saída. Ainda, o Estado deve aplicar multas aos infringentes das leis e aos que forem presos, o trabalho deles dentro da prisão devem servir como verba para as propostas mencionadas, para que enfim, exista maior isonomia na sociedade brasileira e consequentemente, crimes sejam detectados até em lugares que não há meio de comunicação.