A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/06/2020

‘‘Os Jetsons’’, uma série animada futurista, propôs, na década de 60, que a tecnologia e os seres humanos seriam aliados. No decorrer da história ocorrem várias situações ficcionais, que hoje são realidade, mas que, na época, foram consideradas utópicas. Hodiernamente, é indubitável que o uso da tecnologia é indispensável para a humanidade. No que concerne ao uso dessa ferramenta no combate ao crime, ela é de grande importância. No entanto, as fiscalizações por meio tecnológico podem ser problemáticas quando chegam ao ponto de invadir a privacidade dos cidadãos.

Convém ressaltar, em primeiro plano, o porquê da tecnologia ser tão essencial para combater a criminalidade. Isso pode ser observado no seriado Brooklyn-99, onde o departamento de polícia cria um aplicativo para auxiliar na luta contra os crimes, e também para receber ajuda da população. Entretanto, apesar de se tratar de uma ficção, aplicativos e outros aparatos com esse intuito são bastante comuns no cotidiano, a exemplo, podemos citar o aplicativo PenhaS que tem como objetivo denunciar violências contra a mulher. Dessa maneira, o uso dos mecanismos tecnológicos, como câmeras de segurança, drones, entre outros, é de suma necessidade para tentar manter a segurança pública.

É válido mencionar, em segunda análise, como o monitoramento não moderado pode acabar ferindo a privacidade da população. Seguindo a linha de raciocínio de Foucault, no seu conceito de ‘‘sociedade disciplinar’’, é possível analisar como a expressão ‘‘vigiar e punir’’ se enquadra no contexto do uso da tecnologia ao combater a criminalidade. Uma vez que, essa vigilância com o intuito de punir, apesar de necessária, é também invasiva e causa um sentimento de falsa segurança. Essa sensação pode ser observada na distopia ‘‘1984’’, obra de George Owrell, em que o ‘‘Grande Irmão’’, que está a todo momento vigiando a todos, não oferece segurança ao povo, mas sim os oprime. Dessa forma, o sistema pode acabar criando ainda mais insegurança na sociedade.

Portanto, pode-se concluir que o impasse advém de questões governamentais que precisam ser enfrentadas. Nesse sentido, faz-se necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública invista em melhores vias de fiscalização, sem invadir a vida privada dos indivíduos. Isso pode acontecer por meio da criação de câmeras de segurança, postas em lugares estratégicos, que alarmem para o setor de segurança quando houver algum movimento suspeito. Ademais, pode-se também criar aplicativos para relatar denúncias mais desenvolvidos. Tais medidas podem ser tomadas para que, então, a segurança e a privacidade andem juntas.