A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 14/06/2020
O império Persa, por volta de 400 a.c, utilizava um sistema de correios único dentre as demais civilizações para garantir a estabilidade das regiões sob sua influência, principalmente quanto à manutenção da ordem e lei. Nos séculos que se seguiram até a atualidade, o rápido desenvolvimento tecnológico permitiu aos países, como o Brasil, métodos de promover uma maior segurança à população. Infelizmente, a organização política brasileira ainda se mostra instável quanto ao proposto, haja vista o desquilíbrio na infraestrutura policial nas zonas em déficit e o mau uso dessa modernização na detenção da crise penitenciária.
Numa primeira análise, é importante salientar a desigual realidade entre as regiões do Brasil quanto à estrutura das ações policiais. Um local como o norte da nação em questão - ponto de intensa atividade do tráfico de drogas e organizações criminosas - deveria possuir mais apetrechos para a luta contra o narcotráfico do que outras regiões mais pacíficas, contrariando a realidade. A entrevista de um agente da polícia federal cedida à BBC relata a impossibillidade em controlar a fronteira do tráfico com os equipamentos atuais, mostrando os próprios traficantes possuindo meios de transportes fluviais mais potentes quando comparados aos dos policiais. Sendo assim, torna-se evidente que as delegacias de pontos críticos do país ainda não tem acesso aos transportes e objetos de utilização profissional disponibilizados pelo governo, acarretando uma considerável redução na eficiência dos agentes.
Numa segunda análise, é fato que a crise do sistema penitenciário - no que diz respeito à contínua ação criminosa das facções de dentro das prisões - poderia ser mais trabalhada pelas autoridades se houvesse uma melhor infraestrutura nos equipamentos tecnológicos à disposição. Um estudo liberado pela CNMP mostra que apenas 8,9% das delegacias cearenses tem policiais o suficiente para atuar bem nos presídios, levando em consideração, também, os equipamentos disponíveis para tal. Sob esse viés, é notório que a falta de organização quanto à distribuição das ferramentas de nova tecnologia para uso desses agentes acaba prejudicando diretamente a luta conta a criminalidade no Brasil.
Diante do exposto acima, percebe-se a urgência em garantir uma mudança no quadro abordado. Primeiramente, o Ministério da Economia deve reorganizar a verba direcionada ao sistema policial do país. Por meio da referida ação praticada pelo ministro em atividade, as delegacias teriam acesso a novos equipamentos high-tech que seriam distribuidos de modo a permitir uma atividade igualitária e satisfatória em todo o país. Posteriormente, o Ministério Público pode, após a medida citada anteriormente e mediante o uso dos novos sistemas tecnológicos disponíveis, estabelecer uma escala para a atuação policial que permita a redução das falhas no combate à crise penitenciária.