A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 15/06/2020
Em garantia na Constituição nacional, o direito à segurança pública é dever do Estado e caracteriza-se como um direito fundamental à sociedade. Então, com os avanços tecnológicos vigentes, mostra-se necessário o uso da tecnologia para combater a criminalidade no Brasil. No entanto, para que esse uso seja eficiente, é imprescindível a instalação de câmeras em centros urbanos e a boa capacitação profissional da polícia para o manuseio dessa tecnologia, para que o direito fundamental seja afirmado.
De fato, a vigilância das cidades por meio de câmeras de monitoramento auxilia na luta contra a criminalidade. Apesar de apresentar alto custo de instalação, os benefícios de uma boa vigilância urbana são vários, como a fácil identificação dos infratores pelo reconhecimento facial e a rápida e estratégica reação da polícia, que estará a par da situação criminosa antes de receberem a denúncia. De acordo com um artigo publicado pelo Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, o maior empecilho para a massificação do uso da tecnologia no combate à violência é a falta de recursos municipais, haja vista que seu investimento é insustentável economicamente. Assim, apesar de ser muito efetiva, o alto custo das câmeras de monitoramento inviabiliza a implementação.
Além disso, podemos ressaltar que a capacitação profissional quanto ao uso da tecnologia é um fator a ser analisado. Paralelo à implementação de meios tecnológicos na segurança está o treinamento dos agentes que entrarão em contato com esses aparelhos técnicos, a exemplo da utilização de drones e sistemas de criptografia. Logo, é significativo que a tecnologia, se utilizada em mãos profissionais e capacitadas, é uma grande aliada contra crimes. O líder do movimento negro americano Martin Luther King defendia que a injustiça num lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar, valorizando a importância de assegurar a ordem. Uma vez que não houver um bom profissionalismo da polícia, a tecnologia se tornará um gasto sem eficiência.
Diante dos argumentos supracitados, caracteriza-se como dever do Estado, na figura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, investir verbas para a instalação de câmeras de monitoramento, de início, nas grandes metrópoles e, gradativamente, nas pequenas cidades, com tecnologia de ponta. Junto a isso, seria designado às Secretarias de Segurança Pública de cada estado a obrigação de preparar aulas técnicas aos agentes de segurança para a utilização dos aparatos tecnológicos que seriam implementados, através da contratação de professores da área de tecnologia e o uso de um espaço dentro da delegacia como sala de aula. Desse modo, com a modernização da segurança, os atos criminosos encaminharão à sua diminuição.