A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 13/06/2020

Concomitantemente a Terceira Revolução Industrial houve inovações nos ramos da ciência e tecnologia, permitindo uma modernidade que modificara a vida da população mundial. No limiar do século XXI, a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento da comunidade e no combate à criminalidade, entretanto, é usada de modo errôneo. Dessa forma, pode-se elencar a falsa ideia de seguridade concretizada pelos sistemas de proteção e o descaso governamental como os fatores que solidificam o problema.

Primeiramente, é indubitável ressaltar que a utopia relacionada aos sistemas de segurança fomenta o impasse. Esse panorama é explicado pelo sociólogo Michel Foucault com a teoria do “Panóptico”, a qual ressalta a importância da vigilância para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos. De maneira análoga, é evidente que o uso da tecnologia, como câmeras e alarmes, sustenta o ideário de confiabilidade dos cidadãos, uma vez que a sociedade moderna é fundamentada no uso de aparelhos tecnológicos, porém tal recurso tem um alto custo, destarte, torna-se elitizado. Consequentemente, é perceptível o mau uso da tecnologia por parte do Estado. Dessarte, tal fator corrobora para a construção de um cenário desafiador para a população.

Outrossim, outro aspecto a salientar é que o governo não investe na segurança pública, acarretando na não utilização da tecnologia no combate aos crimes. Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o conceito de “Instituição Zumbi”, o qual declara que algumas instituições deixaram de exercer sua função. Nesse sentido, nota-se a inescrupulosa execução do poder Executivo, órgão responsável pela aplicação do direito, visto que não promove segurança a toda população. Por conseguinte, vê-se que a inobservância do Estado reflete no aumento dos índices de criminalidade. Dessa maneira, a segurança garantida pela Constituição Federal não sai do papel.

Infere-se, portanto, que o mau uso da tecnologia no combate à criminalidade é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao poder legislativo criar uma lei, na qual torne obrigatório a utilização dos sistemas de proteção em locais públicos, visando democratizar esta utilidade. Além disso, cabe aos municípios investir na segurança pública, ofertando workshops semanais para os policiais aprofundarem seus conhecimentos, com o fito de voltar a promover salvaguarda a todo o povo. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.