A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/06/2020

O filme “Él fotógrafo de Mauthausen” retrata um história real sobre prisioneiros de um campo de concentração nazista que se unem para expor aos Aliados as atrocidades que lá ocorriam, visto que a imagem divulgada pela Alemanha era completamente distorcida. O plano tinha como principal objetivo fazer chegar a Paris os negativos das fotografias da realidade cruel a qual eram submetidos. Em razão de registros fotográficos como esses, que foram salvos da destruição e da manipulação, é que se tem dimensão do horrores cometidos durante o holocausto. Nessa perspectiva, tem-se o corrupto Governo brasileiro, que seguirá cometendo crimes impunemente e distorcendo as informações enquanto o povo não tomar consciência de sua soberania e de sua capacidade de combater a corrupção usando a tecnologia a seu favor.

Primeiramente, John Locke, filósofo e um dos pais do liberalismo clássico, compreende, em sua visão contratualista, o Estado como uma criação humana fruto da necessidade e conveniência. Assim, quando um governo se mostra inconveniente para o estabelecimento do bem comum, o povo, como seu criador, tem o direito a resistir e a depô-lo. Ademais, o sistema democrático e o sufrágio universal em vigor no Brasil, juntamente com a constituição inspirada nos princípios lockeanos, fazem a população brasileira não só soberana, mas também, ao considerar os escândalos de corrupção dos últimos e do atual presidente, dona do direito à resistência.

Além disso, a internet vem se mostrando uma ferramenta extremamente útil nesta tarefa de combate aos, aparentemente, intocáveis. Um exemplo de sua utilização são as atividades da “Anonymous”, uma associação mundial e descentralizada de “hackers” que se tornou famosa por derrubar milhares de sites envolvidos com pornografia infantil no ano de 2012, que recentemente voltou a denunciar pelo “Twitter” crimes cometidos por autoridades de todo o mundo, em conjunto à exposição de fotos e outros tipos de documentos omitidos como provas. Tais feitos mostram o peso adquirido pelas redes sociais na vida real, bem como o modo de usá-las na luta contra a criminalidade.

Portanto, o povo, munido de seu direito a resistência e do advento das novas tecnologias, deve fazer denúncias, questionar e cobrar o Estado pelas mudanças que tanto almeja, por meio das redes sociais. Tudo isso com o fim de fortalecer este inédito ativismo virtual, para que os governantes criminosos não sigam impunes como ocorre atualmente e para que se tome dimensão das barbáries cometidas por eles, livre de manipulação, pelo registro e divulgação em escala mundial e instantânea dessas informações em um sistema muito mais eficaz que o envio de negativos de fotografias aos Aliados, a internet.