A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 09/06/2020

Embora um dos períodos mais importantes para o avanço tecnológico tenha ocorrido num cenário tão violento como o da segunda-guerra mundial, hodiernamente a tecnologia é bastante utilizada no combate à criminalidade. Ainda assim, um grande problema enfrentado pela sociedade contemporânea é a complexidade do uso desta ferramenta, principalmente nesse setor. Diante disso, apesar de inegável os benefícios de sua utilização - quando de maneira correta -, é necessário o extremo cuidado para evitar a falsa sensação de segurança.

Sendo assim, quando aliada com uma rede organizada de profissionais devidamente habilitados, a tecnologia ajuda num maior monitoramento e investigação de crimes. Nesse sentido, segundo Nagab Neto, a única arma capaz de vencer a violência é a inteligência mas, talvez ele não imaginasse, a tal “inteligência” tem sido, também, a superficial que, com sua alta capacidade de armazenar dados, está ajudando na resolução de crimes cibernéticos como, por exemplo, o software criado pela UFMG capaz de rastrear pornografia infantil.

Por outro lado, se sob o controle do uso deste poderoso acessório estão pessoas desabilitadas e ou desacostumadas com esse meio, a população pode cair na armadilha da falsa sensação de segurança. Nesse viés, o fato da vida ser uma constante educação, como dizia Gustave Flaubert, nunca se provou foi verídico quanto agora uma vez que a inovação tecnológica cresce de maneira exponencial e, em contrabalanceamento, o desenvolvimento humano profissional de forma majoritariamente linear. Tal desproporcionalidade, se não controlada, pode acarretar em falhas humanas recorrente no que diz respeito ao combate à violência.

Visto isso, são necessárias medidas estratégicas no uso da tecnologia no combate à criminalidade. Logo, se torna imprescindível que tanto os órgãos governamentais, quanto os militares, criem programas de investimentos periódicos não só em mecanismos para automação da segurança pública como também na capacitação, através de treinamentos de cursos, dos profissionais que irão trabalhar na referida área visando diminuir a disparidade entre o conhecimento tecnológico e o saber humano, o que irá prevenir cada vez mais a ocorrência de falhas humanas bem como do próprio sistema automatizado.