A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/06/2020
A Revolução Científica e o advento da tecnologia possibilitaram o desenvolvimento e o aprimoramento de diversos setores da sociedade moderna. No Brasil, no entanto, o emprego de novas tecnologias se dá de forma precária e pouco efetiva, principalmente no que se refere ao combate da criminalidade. Naturalmente, esse problema provém da falta de investimentos governamentais, que consequentemente gera desincentivo na atuação de desenvolvedores de software.
Primeiramente, para que um país possa melhorar a qualidade de vida de seus habitantes é necessário que os índices de criminalidade diminuam. Acerca dessa discussão, o sociólogo positivista Auguste Comte afirmava que uma sociedade só poderia ter progresso através da ordem. Nesse sentido, a ordem pode ser configurada pelo combate à criminalidade, e para isso, a tecnologia é uma das melhores aliadas, com o poder de rastrear e identificar criminosos, mapear áreas com maiores níveis de criminalidade e facilitar operações no auxílio da segurança pública. Infelizmente, a falta de investimentos tecnológicos, por parte do governo, embarreira a produtividade e a efetividade de órgãos policiais.
Uma outra consequência da falta de investimentos é a desmotivação de jovens programadores. Na saga “Harry Potter” os aurores são profissionais especializados no combate às artes das trevas por meio de magia, desde jovens são incentivados e reconhecidos por suas aptidões, não somente pelo meio educacional, a escola de Hogwarts, mas também pelo governo, o Ministério da Magia. Fora da ficção, lamentavelmente, o cenário é bastante diferente, há uma desvalorização daqueles que podem defender a sociedade através da “magia” dos códigos.
Diante dessa problemática, compete ao Governo Federal intensificar os investimentos na política de segurança, integrando-a com o uso de tecnologias desenvolvidas em universidades, por meio de destinação de mais recursos financeiros ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, bem como ao Ministério da Educação, para que dessa forma, os jovens desenvolvedores sejam instigados e incentivados a agregar seus conhecimentos no combate à criminalidade em prol da segurança e do progresso da nação. Com isso, o país poderá então se aproximar da sociedade almejada por Auguste Comte.