A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 08/06/2020

No livro “1984”, de George Orwell, a narrativa se passa em uma sociedade que é vigiada por câmeras a todo tempo. Contudo, o livro não difere da realidade: em uma tentativa de alcançar uma segurança, a cada dia é notório a busca por esse meio de proteção. Porém, cabe o questionamento acerca da distribuição e instalação desses equipamentos, além do reconhecimento dos limites da vigilância.

Em primeira análise, devido ao processo de gentrificação, a população que vive em áreas mais afastadas, permanence sem esses recursos, tornando-os inalcançáveis. Torna-se evidente a ausência do estado, visto que a concentração de renda se dá nos grandes centros urbanos. Segundo Rousseaou, é necessário que o estado aja em coletividade com a sociedade. Nesse sentido, a falta de recursos tecnológicos nas áreas mais afastadas precisa ser revista.

Ademais, não se sabe medir as consequências da vigilância e até que ponto ela se torna benéfica. Na série “Control Z”, da Netflix, estudantes de uma escola tem seus dados pessoais divulgados por uma falha na tecnologia. Tornando, assim, os usuários de tal equipamento vulnerável à exposição.

Destarte, é evidente a complicação em torno da tecnologia no combate à violência. Por isso, espera-se do Estado, aliado as secretarias municipais, a efetividade na distribuição de aparelhos de segurança na periferia, bem como o reforço de viaturas nos locais que há defasagem de câmeras e mecanismos de segurança. Além disso, torna-se necessário a criação de acordos com empresas que fabricam os aparelhos de vigilância, para que não ocorra a invasão de privacidade do usuário.