A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/06/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a tecnologia em combate à criminalidade demonstra-se como uma ferramenta de repressão, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Logo, é preciso que medidas sejam aplicadas para alterar a situação, que possui como causas: a falta de aprimoramento nos mecanismos tecnológicos e a ausência dos direitos humanos.
Deve-se pontuar, que a falta de aprimoramento nos mecanismos tecnológicos podem criminalizar um cidadão inocente. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que as pessoas não sejam criminalizadas inocentemente pela tecnologia usada pelos policiais, é necessário que haja a comunicação entre ambos. Assim, a tecnologia será uma aliada à criminalização e, não uma ferramenta de injustiça. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão. Por isso, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da ausência dos direitos aos cidadãos. Segundo o G1, uma inocente foi detida por engano após ter sido reconhecida pelas câmeras. Com isso, as pessoas são criminalizadas sem ter realizado nenhum crime e, muitas das vezes acabam tendo seus direitos violados. É valido ressaltar, que a legislação não tem sido suficiente para a resolução desse problema.
Portanto, é necessário que as empresas de tecnologia, em parceira com sistema de segurança brasileiro, promovam o aprimoramento do reconhecimento facial, uma vez que esse recurso ainda é falho. Assim, a tecnologia será usada adequadamente e sem comprometer os direitos do cidadão. Além disso, tais aprimoramentos devem ser manuseados apenas por especialistas na segurança publica, a fim de não ser controlados por qualquer pessoa, evitando o seu manuseamento inadequado.