A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
Para o filósofo John Locke, o Governo é um contrato social em que os cidadãos abdicam do poder de punição em troca da proteção dos seus direitos naturais, um deles é a segurança pública garantida pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, na atualidade, esse dever do Estado não tem sido prioridade e sem a devida atenção dos governantes, tal realidade deve mudar, e com a ajuda das tecnologias, pois assim como elas são grandes aliadas ao crime, elas podem também ajudar no combate da criminalidade brasileira, não só para investigar, como também para prevenir. Primeiramente, é imprescindível salientar que a Segurança Pública é um dos assuntos mais preocupantes para os brasileiros, haja vista os índices de assassinatos comparáveis a países em guerra, além disso, os cyber crimes no Brasil aumentaram 109,95% no ano de 2018 em relação ao ano anterior, de acordo com os dados da SaferNet. Nesse âmbito, vê – se que os criminosos sempre buscam minimizar o risco de serem presos, por isso, os atuais desenvolvimentos tecnológicos serão incorporados cada vez mais na prática cotidiana deles, como drones, mensagens criptografadas, bombas ativadas por celulares e cartões de banco. Sendo assim, as forças de segurança precisam estar preparadas e se inovarem nesse ramo para protegerem a população.
Em vista disso, há necessidade de investir em tecnologias aplicadas à segurança no intuito de vigiar as cidades, como é o que ocorre na cidade de Mongi Mirim, em São Paulo, já que desde que ocorreu as operações com o Muralha Digital, houve uma diminuição de 87% em roubos, de acordo com a Guarda Civil Municipal. Nesse contexto, algumas cidades paulistas investiram em câmeras de segurança para um monitoramento completo, como em Caieiras, e diminuíram os seus índices de criminalidade. Assim, tais melhorias corroboram com a ideia do Foucault, em que ele diz, no seu livro Vigiar e Punir, que é mais eficaz inspecionar do que a punição, por isso, é preciso haver um trabalho integrado usando inteligência e uma tecnologia de ponta, no combate à criminalidade.
Destarte, as tecnologias podem se aliar aos governantes para ajudar a cumprir o contrato social do Estado, e para que isso ocorra com a finalidade de prevenir e investigar crimes, é preciso que o Ministério da Justiça e Segurança faça investimentos em materiais e capacitação de policiais.Para isso, um meio de tal ação ocorrer é com a utilização dos impostos para promover a integração da segurança pública, a partir de sistemas inteligentes, com câmeras e drones que monitorem as cidades, com o detalhe de começar pelos municípios mais perigosos do Brasil.