A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
No entretenimento televisivo “CSI”, a investigação e solução de crimes e mistérios conta com a utilização valiosa de tecnologias científicas forense, que auxiliam na resolução do desconhecido de maneira precisa e oportuna. Paralelamente à ficção, de maneira mais realista e prática, as tecnologias também tornaram-se importantes aliadas na investigação policial e no meio jurídico. Dessa maneira, o investimento em ciência forense como ferramenta de combate à criminalidade faz-se essencial, bem como de prevenção de acusações injustas de pessoas inocentes.
Sobretudo, a ciência forense pode ser essencial para a solução de crimes. Segundo o cientista forense estadunidense Richard Saferstein, essa é uma aplicação da ciência à lei, tendo como objetivo prover apoio científico em investigações. Dessa forma, torna-se possível a identificação de criminosos e vítimas através da análise de vestígios deixados em locais de crimes. Com isso, faz-se possível, também, que haja uma investigação mais precisa, evitando assim, de acordo com o perito criminal brasileiro Guilherme Jacques, que haja a acusação de pessoas inocentes, haja vista que a ciência forense é imparcial. Diante disso, a utilização dessa tecnologia além de auxiliar na resolução de crimes, também evita que haja injustiças judiciárias.
Consoante a esse raciocínio, salienta-se que o investimento em ciência e tecnologias forense torna-se indispensável para que os processos judiciários sejam mais justos e precisos. Contudo, no Brasil essa ainda não é uma ideia consolidada, visto que, por falta de bons investimentos na perícia criminal, o país possui uma taxa de aproximadamente 8% de resolução de homicídios, segundo o Conselho Nacional do Ministério Público. Desse modo, fica evidente que a falta de meios eficientes para a investigação e posterior combate a crimes tem relação direta com os consternadores índices de criminalidade sem resolução, dando aval, portanto, para que continuem acontecendo, deixando famílias desoladas e sem resposta. Assim sendo, a falta de investimento em tecnologias forense resulta em ineficiência investigativa, como também em parcialidades jurídicas.
Em síntese, a tecnologia auxilia diretamente em investigações periciais e no combate à criminalidade, de maneira que também serve como ferramenta de embate às injustiças penais. Desse modo, torna-se imprescindível que haja investimentos em bancos de perfis genéticos, bem como numa educação pericial especializada por parte do Ministério da Justiça e do MEC, por meio de armazenamentos de DNA e digitais de suspeitos, assim como na disponibilização de cursos técnicos para que haja formação adequada de atuantes da área. Com isso, almeja-se que haja um combate mais preciso e eficiente da criminalidade, para que os cidadãos tenham acesso ao direito básico à segurança.