A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 06/06/2020

É fato que os avanços científicos das últimas décadas revolucionaram o modo de vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo dos transportes e das relações humanas. No que tange à segurança, a tecnologia modificou as técnicas de investigação criminosa, fomentando, assim, a sensação de bem-estar social. No entanto, verifica-se que, no Brasil, tal ascensão ainda não é utilizada de forma adequada, o que torna relevante analisar os parâmetros positivos e um dos desafios dessa questão.

Em primeiro lugar, cabe pontuar a importância dos equipamentos tecnológicos na fiscalização policial. Segundo o inventor Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, pois contribui com a difusão e resolução de múltiplas causas. Nesse contexto, nota-se que, em decorrência da precisão e velocidade dos sistemas tecnológicos de segurança, ações ilícitas são, muitas vezes, interrompidas, o que configura um auxílio na proteção social. Isso se relaciona, por exemplo, com as investigações ocorrentes nos aeroportos, nos quais a polícia é auxiliada, diretamente, por detectores de violações mercantis e econômicas, inibindo o contrabando.

Em segundo plano, convém frisar que, no Brasil, há ausência de incentivo governamental para esse método protetivo. De acordo com o sociólogo Bernardo Sorj, para progredir uma nação necessita se inserir na era tecnológica. Nesse sentido, vê-se que a sociedade brasileira não segue tal postulado, uma vez que o Estado - cuja missão é proteger os cidadãos - destina pouco capital para a incrementação e aplicação de tecnologia no sistema de segurança pública. Diante disso, urge a adoção de estratégias efetivas para reverter esse panorama de retrocesso.

Portanto, a fim de combater a criminalidade no território brasileiro, o Governo Federal, em parceria com empresas do ramo de segurança, deve, por meio de verbas governamentais, investir na compra e na difusão nacional de equipamentos, como câmaras, drones e detectores de metais, posto a necessidade de proteger a população. Além disso, o Ministério da Educação, junto às universidades, deve incentivar o desenvolvimento dos aparatos de fiscalização. Assim, será possível progredir o país, como mencionado pelo Bernardo Sorj.