A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 06/06/2020

A tecnologia como medida paliativa para a criminalidade

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança, em 2018, o Brasil teve cerca de 60 mil homicídios - esse número é análogo ao de uma guerra civil. Isso demonstra que a criminalidade no país está em uma situação grave. A causa disso se encontra principalmente em problemas socioeconômicos e no sistema presidiário, os quais não podem ser resolvidos em curto prazo. Ademais, para amenizar esse cenário, a tecnologia pode ter papel importante – apesar de não eliminar o problema apontado.

É fato que as investigações criminais, especialmente se necessitam da cooperação das esferas municipal, estadual e federal, são ineficientes. Tal circunstancia ocorre porque há grande burocracia para requerer informações de instituições diferentes (por exemplo, a polícia civil precisa da autorização da polícia militar para obter qualquer relatório desta corporação, pois ambas têm banco de dados diferentes). Nesse ponto que entra a tecnologia. A eficiência aumentaria se um sistema central fosse criado e todas as entidades de segurança pública tivessem acesso. Assim, muitos delitos seriam solucionados com mais facilidade e impediria que novos ocorressem, já que os infratores seriam rapidamente detidos.

Como visto, uma única medida com o uso da tecnologia já auxiliaria notavelmente na diminuição de transgressões na sociedade. Todavia, isso não erradicaria a criminalidade, pois esse problema está enraizado. A história mostra como disparidades socioeconômicas sempre estiveram presentes e que, devido à falta de oportunidades, muitos recorrem ao mundo do crime. Fora isso, o sistema presidiário não cumpre seu papel social de ressocialização do individuo em razão de sua superlotação e falta de planejamento para tal. Logo, percebe-se que sem medidas para mudar isso, o crime continuará sendo algo de grande proporção.

Em vista do que foi apresentado, observa-se como a tecnologia pode otimizar o combate à criminalidade, mas seria algo imediato, apenas uma medida paliativa. Contudo, uma solução com impactos em longo prazo seria o planejamento efetivo de reabilitação social dos presidiários. Para isso, o Ministério da Justiça deve implantar uma parceria público-privada em presídios, a fim de fazer com que os infratores trabalhem em áreas oferecidas pelas empresas, além de realizar cursos diversos (arte, música, filosofia etc.). Como consequência, não haveria superlotação e esses indivíduos, não só teriam uma segunda chance, como mudariam sua mentalidade.