A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 13/06/2020

Segundo o pesquisador das tecnologias Pierre lévy, em sua obra “Cibercultura”, criou-se o conceito de “inteligência coletiva”, na qual a rede possibilita acessar e compartilhar dados criando uma teia de informações que tem por função o benefício mútuo. Ademais, Com a grande onda de urbanização, decorrente dos processos de modernização, a violência também se fez presente na sociedade. Seja pela falta de políticas públicas ou pela negligência do uso de aparatos tecnológicos no combate a esses males, ela ainda reina. Nesse ínterim, a tecnologia no combate à criminalidade pode ser uma grande aliada. Portanto, deve ser analisada sob o atual contexto.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a criminalidade que permeia a nação é decorrente da baixa atuação dos setores governamentais no que se concerne às ações que coíbam tais fatos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o “Estado deve condicionar o bem-estar populacional”. Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil. Devido a essa negligência, o índice de violência só tende a crescer. Segundo dados do portal de notícias Globo, houve um aumento de 8% nos casos de violência no país em 2020. Fato explicado pela má gestão e fiscalização de ambientes propícios a tais atos que gerou, por consequência, no aumento dos casos de assaltos, tráfico de drogas e até homicídios. Portanto, o uso da tecnologia como aliada nessa luta deve ser estimulado pelo Governo para tal imbróglio.

Ademais, é imperativo ressaltar que o universo digital corrobora significativamente com o fluxo de informações, agilizando processos. Segundo o escritor Chileno Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” Partindo desse pressuposto, a incorporação da tecnologia no combate à criminalidade garante uma maior cooperação entre os órgãos competentes pelo alto poder de interconexão que esse meio possibilita. Gerando uma resposta mais ágil. Como no caso do salvamento de um jovem em afogamento, em São Paulo, feito por um drone de monitoramento com bóias salva-vidas. Refletindo bem o conceito de “inteligência coletiva” que Lévy traz. Gerando, por consequência, em uma sociedade mais integrada na luta contra tais mazelas.

Dessa maneira, a tecnologia no combate à criminalidade deve ser incentivada e posta a todos. Para isso, cabe às prefeituras, em parceria com a Polícia Federal, por meio de acordos e operações de segurança civil, a incorporação e intensificação de sistemas de vigilância 24 horas em pontos de maior índice de crimes nas cidades, com o uso de câmeras e “drones” como suportes técnicos. De modo que o Senado, por meio de parcerias com banqueiros, formem fundos de verbas para cobertura monetária do projeto em locais afastados dos centros urbanos, a fim de uma maior abrangência territorial e de combater a grande onda de violência e, assim, alcançar um país com maior grau de segurança.