A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 07/06/2020

Uma das características mais interessantes dos seres humanos é a sua constante busca por desenvolver ferramentas que facilitem sua vida. Desde antes de Cristo, as sociedades ribeirinhas do Nilo, por exemplo, criavam obras hidráulicas impressionantes, permitindo a vida na região desértica ser menos árdua. Acrescente-se que, um dos períodos em que mais houve desenvolvimento tecnológico foi durante as Revoluções Industriais Inglesas e as invenções avançam tanto que é possível usá-las até mesmo para combater um dos maiores problemas que afligem a sociedade brasileira: a criminalidade. À princípio, deve-se salientar que a Lei Maior de 1988, em seu artigo 5º, assegura a inviolabilidade de alguns direitos: à vida, à liberdade, à segurança, à igualdade e à propriedade. Contudo, em decorrência da acentuada criminalidade, todos esses direitos podem ser feridos a qualquer momento. Logo, há insegurança diante do cenário instável, a liberdade é limitada, a propriedade pode ser furtada e até mesmo as vidas de cidadãos inocentes ceifadas. Por outro lado, como exposto anteriormente, cada vez mais há tecnologias sendo desenvolvidas. Assim, facilitam desde as investigações criminais, como câmeras de segurança e redes de dados, desarmam bombas, rastreiam pessoas/objetos roubados e até mesmo, como demonstra o Panóptico desenvolvido pelo filósofo inglês Jeremy Bentham, disciplinam e autorregulam os indivíduos. Isso tudo sem contar que deixam as pessoas mais seguras. Portanto, considerando que a criminalidade é um problema gravíssimo, pondo em risco direitos fundamentais, e que as tecnologias são armas que podem levar à diminuição dessa mazela social: os orçamentos da nação devem destinar ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico condições para que sejam desenvolvidas tecnologias nacionais nas Universidades, assim o Brasil não estará sujeito aos elevados preços cobrados pela importação de tecnologias estrangeiras e estará cada vez mais próximo de ser um país em que as leis vigorem, seja pelo maior destino de verba, seja pelos incentivos fiscais e parceiras com empresas privadas.