A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 15/06/2020

A tecnologia é o avanço da capacidade de interferir e modificar a natureza e o mundo que nos rodeia. Mas, se a referência de uso desse avanço humano for o combate à criminalidade, sejamos acertivos ao usar a tecnologia como árbitro do nosso comportamento de gente e interferir positivamente em nossa própria natureza.

Crime tem por definição um conjunto de fatos que produzem um acontecimento reprovável ou desumano, causados pelos autores de uma transgressão aos direitos, liberdades e garantias; O mais curioso é que apesar de ser descrito como uma ação desumana, é uma atividade exclusivamente humana, uma vez que não se vê um animal da família dos felinos, por exemplo, punindo outro por suas ações “desfelinas”.

Se tem uma concordância geral a respeito dos homens – como vocativo da humanidade – é a de que também em geral somos falhos, maus intencionados e muitas vezes cruéis. Mas, impressionantemente, nesse papel de animais racionalmente desregulados, ainda assim, a tecnologia avançou e podemos descrever para as nossas máquinas o que elas devem fazer. No papel de vigilantes, as máquinas e a tecnologia a favor da sociedade podem exercer atividades de sucesso nas atribuições que ainda não superamos, como no âmbito criminal.

O uso da tecnologia no combate à criminalidade tem potencial de alcançar lugares mais altos, já que podemos condicionar as máquinas a cumprir parâmetros legais de observação, proteção e cuidado da vida humana. Se como humanos falhamos em proteger todas as vidas de uma só vez, providenciemos ajuda qualificada. E porque não recursos tecnológicos de combate à crimes e violações de direito, liberdade e garantias, com investimentos estratégicos em instalações de câmeras e drones de vigilância inteligentes e com programação de ações rápidas que possam proteger a salvar vidas, por meio de codificadores e softwares de reconhecimento facial, identificação de risco e alerta de atividade reprovável?!