A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 08/06/2020

No livro “1984” de George Orwell, o autor retrata um futuro distópico em que um governo totalitário monitora e controla as ações de toda população. Nesse cenário existem as “teletelas”, criada com a função de espionar os indivíduos que visão ter comportamentos criminosos. Esses recursos são constantemente analisados por pessoas altamente treinadas que acionam os órgãos de defesa assim que identificam suspeitos. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a ausência das tecnologias dificulta na eficácia no combate a criminalidade que não acompanha o processo de evolução humano, perpetuado pela falta de investimento em capital humano qualificado para administrar esses recursos.

Primeiramente, de acordo com Darwin, “o ser humano está em constante processo de evolução”. À vista disso, é possível notar que com o passar dos anos, o modo como a sociedade lida com seus problemas mudou, no que diz respeito ao combate à criminalidade, já não é mais suficiente apenas o uso da força humana, é, por muitas vezes, necessário o uso da tecnologia. Entretanto, mesmo após a revolução científica, o Brasil não se adequou a esses novos recursos aumentando, portanto, os índices de criminalidade, que segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 1996 o número de homicídios era de 38.929 enquanto que em 2015 era de 59.080 indivíduos.

Por conseguinte, a deficiência dessas tecnologias é agravado pela falta de investimento na mão de obra qualificada para a utilização desses recursos, contrariando, assim, o economista Willian Lewis que afirma que a “educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”.

Em suma, tendo em vista o que foi discutido, é necessário que o ministério da justiça em conjunto com o ministério da educação, invista, por meio de verbas governamentais, em pesquisas em universidades que implementem recursos tecnológicos na utilização da segurança pública. Ademais, essas mesmas instituições, por meio de verbas fornecidas pelo governo, criem recursos de capacitação de mão de obra qualificada para manutenção dessas novas demandas. Dessa forma, somente assim podemos melhorar os nossos índices de criminalidade e se assimilar na eficiência do combate ao crime como “1984”.