A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 07/06/2020

A crônica “Segurança”, escrita por Luís Fernando Veríssimo, relata o entrave de moradores de um condomínio que frequentemente são vítimas de assaltantes, diante disso, decidem introduzir aparatos tecnológicos no local, a fim de resolver o problema, que é posteriormente solucionado. Tal crônica, embora fictícia, não se difere da realidade, visto que, no Brasil, a criminalidade é um imbróglio presente e que poderia ser amenizado com as mesmas medidas da ficção. Entretanto, a falta de recursos públicos para manter a tecnologia e a crença de que só esse recurso seria suficiente para cessar os crimes na sociedade precisam ser superadas para que o combate seja eficaz.

A priori, é imperioso destacar que os recursos tecnológicos destinados a oposição à criminalidade são insuficientes. Assim sendo, aparelhos são até adquiridos, contudo, logo ficam defeituosos ou quebram e são sucateados, dificultando o monitoramento dos crimes. Segundo Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”, portanto, denota-se que tal ferramenta é essencial na melhoria da segurança pública.

Em segundo plano, é notório pontuar que, a inovação tecnológica não é suficiente para cessar os desregramentos na sociedade, como muitos indivíduos acreditam. Decerto, a melhoria no sistema educacional alia-se à inovação tecnológica e contribui para a formação de uma sociedade segura. Como afirmou Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.

Depreende-se, portanto, que o Estado proporcione medidas que assegurem a população no efetivo uso da tecnologia no combate da criminalidade. Destarte, o Ministério da Justiça e Segurança Pública atrelado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve destinar recursos à tecnologia, que combatam a criminalidade, através de um planejamento anual – com a prescrição dos aparatos tecnológicos e seus respectivos valores –, a fim de progredir e trazer segurança aos brasileiros. Quiçá, assim, observar-se-ia uma sociedade semelhante ao condomínio descrito por Luís Fernando Veríssimo em sua obra.