A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 15/06/2020
Para Steve Jobs, fundador da Apple, a tecnologia é capaz de mover o mundo. Enquanto na Grécia Antiga os cidadãos eram disciplinados a não cometerem crimes por medo do castigo das divindades, nos dias atuais a tecnologia passa a ser um obstáculo para aqueles que desejam cometê-los, já que possui um papel fundamental na prevenção, investigação e até mesmo na punição das ilegalidades.
Essa prevenção se dá por meio de câmeras de segurança, alarmes, sistemas de reconhecimento facial e biométrico, antivírus e softwares de proteção, que são essencialmente necessários para o combate à criminalidade no país. Segundo Joseph Krutch, escritor norte-americano, grandes populações tornam a tecnologia indispensável. A partir disso, compreende-se que o controle desta necessita do auxílio tecnológico, principalmente para a segurança pública e privada.
Grande parte dessa população não dispõe de recursos suficientes para assegurar os custos de tecnologias de prevenção. A ineficiência do Estado em garantir a segurança pública somada a ausência de capital de muitos cidadãos, faz com que estes estejam ainda mais expostos à criminalidade. Sem os recursos necessários, a investigação que seria baseada em imagens para identificação do criminoso, por exemplo, perde forças. Sem localizá-lo, não há a devida punição.
Portanto, cabe ao Estado reverter este cenário, já que a Constituição promulgada em 1988 assegura a segurança e o bem-estar da população. Para isso, é necessário o investimento em tecnologias efetivas, capacitação dos setores públicos para o manuseamento delas e a promoção da acessibilidade desses a uma maior parcela dos cidadãos, por meio de incentivos fiscais voltados para empresas que fabricam esse tipo de serviço e engenharias e, com elas, a criação de parcerias que levem o acesso dessa tecnologia às áreas menos privilegiadas. Dessa forma, o Estado estaria garantindo o que Hobbes acredita ser sua função: a paz e a organização de toda a sociedade.