A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 09/06/2020
A Revolução 4.0, atualmente em desenvolvimento, inseriu no cotidiano da sociedade a robótica e também a biotecnologia. Nesse sentido, equipamentos de tecnologia ganham cada vez mais espaço na sociedade ao atuarem veementemente no combate à criminalidade. Diante dessa conjuntura, compreende-se que, embora sejam eficazes no monitoramento em prol da segurança social, equipamentos tecnológicos causam a perda da privacidade da população.
Deve-se pontuar, de início, a função insubstituível dos equipamentos de segurança mais tecnológicos. Essa função se deu a partir da Revolução 4.0 e atua, hoje, no combate à criminalidade em locais que exigem segurança máxima, como aeroportos. Nesse âmbito, cabe mencionar o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, primeiro no Brasil completamente monitorado por câmeras de segurança e que também conta com aparelhos detectores de explosivos e entorpecentes. Sob esse prisma, é notório que aparelhos de segurança cada vez mais tecnológicos são indispensáveis para a segurança social.
Entretanto, observa-se a perda considerável da privacidade individual, uma vez que a vigilância de câmeras de segurança se dá 24 horas ao dia. Analogamente, em seu livro 1984, George Orwell menciona uma sociedade de vigilância em massa, na qual a informação é manipulada de maneira a manter as pessoas sob controle. Nesse viés, torna-se necessário compreender que, para se tenha a segurança garantida nos dias de hoje, há a necessidade da perda de privacidade e ainda certo grau de alienação.
Evidencia-se, portanto, a partir do monitoramento das ações em prol da segurança, que cada vez mais, indivíduos perdem sua privacidade. Dessa forma, cabe ao Ministério da Segurança aniquilar a corrupção e a criminalidade, sem invadir a individualidade de inocentes, por meio do recrutamento de mais policiais civis pelas cidades, de maneira a garantir a segurança da população. Espera-se, com isso, que haja mais privacidade e garantia de direitos ao cidadãos.