A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 09/06/2020

Conforme o artigo 144 da Constituição Federal de 1988, a segurança pública é dever do estado, direito e responsabilidade de todos. No entanto, a crescente onda de criminalidade dificulta o trabalho do estado em assegurar o direito de todos. Por volta de 1945, a Segunda Guerra Mundial proporcionou um avanço tecnológico a favor do estado militar, que por sua vez, auxilia até hoje no combate à criminalidade. Conquanto, alguns obstáculos ainda existem, como a falta de recursos para manter essa tecnologia e a ideia errônea de que apenas a tecnologia é suficiente combater a criminalidade.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de recursos para manter a tecnologia contra a criminalidade está entre as causas do problema de segurança pública, uma vez que dificulta o processo de combate ao crime. Consoante ao filósofo Augusto Comte, “O progresso é a lei da história da humanidade, e o homem está em constante processo de evolução”, a partir dessa afirmação percebe-se que ao passar dos anos, a sociedade mudou a forma de como lidar com os problemas. No tocante ao combate à criminalidade, apenas o uso da força humana já não é mais o suficiente para resolução do problema, devido a isso torna-se necessário a utilização de recursos tecnológicos, como por exemplo, as câmeras de segurança. Entretanto, o custo para manter esses sistemas de segurança é elevado, o que acaba inviabilizando o processo e necessitando da adição de outros meios de combate.

Ademais, o mito de que apenas a tecnologia é suficiente para sanar a o problema de criminalidade está entre uma das causas dificultadoras do combate à criminalidade, visto que, a partir dessa ideia as pessoas desprezam o trabalho dos agentes de segurança pública. Segundo a Constituição Cidadã de 1988, é dever do estado manter a segurança dos cidadãos, mas ao falharem na sua parte do contrato, cabe às pessoas arcarem com os custos para se manterem protegidas. Desse modo, ao instalarem sistemas de seguranças em suas residencias, as pessoas acreditam que apenas aquilo é o suficiente para manter a segurança e por muitas vezes, desprezam o serviço dos agentes públicos, o que dificulta a segurança da população como um todo, uma vez que, ao avistarem situações de perigo, não notificam à polícia, por acharem que estão seguros. Destarte, tal individualidade prejudica a população.

Mediante os argumentos apresentados, torna-se perceptível que a tecnologia é uma importante ferramenta no combate à criminalidade, no entanto, apenas ela não é suficiente para sanar o problema. Sendo assim, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela segurança da sociedade, deve investir em sistemas de monitoramentos em locais públicos e realizar palestras de orientação com profissional de segurança, para a população, por meio da televisão, a fim de conscientizar a população.