A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 09/06/2020

Analisando o período que sucede a Revolução Científica, que tem início no século XVI, percebemos que obtivemos inúmeras tecnologias, sejam elas boas ou ruins, fato é que revolucionaram o cotidiano da humanidade. As transformações contemporâneas trouxeram novas soluções a problemas que outrora seria inimagináveis, exemplo disso é a introdução da tecnologia no combate à criminalidade. Apesar de o desenvolvimento da luta contra criminosos dar esperança à aqueles que sonham com maior segurança nas ruas, devemos nos atentar em quem concentra esse poder tecnológico.

A priori, devemos debater acerca dos benefícios gerados pelo desenvolvimento tecnológico. Em tempos remotos seria impossível imaginar que ao sermos roubados estaríamos tão próximos das autoridades quanto nos dias atuais, não teríamos um telefone celular para comunicarmos o assalto, muito menos uma câmera que provasse nossa versão e identificasse o criminoso. Logo, captamos a importância de recurso análogos à esses que nos permitem idealizar um local com baixíssimos índices de violência.

Contudo,em um segundo plano,mesmo que imprescindível devemos nos atentar a quem cabe manipular tais recursos. Segundo o filósofo Barão de Montesquieu “Todo homem investido de poder é tentado a abusar dele”. Análogo ao pensamento do filósofo francês, concentrar os recursos tecnológicos em um só agente pode fazê-lo abusar de tal poder tecnológico, o que seria trágico num cenário ditatorial, pois a designação de crime seria definida por aquele que o controla. Num ambiente como esse, as tecnologias seriam usadas à favor da manutenção ditatorial - um desastre num mundo majoritariamente democrático.

Fica evidente, portanto, que o uso de de ferramentas tecnológicas é cada vez mais fundamental na rotina da sociedade contemporânea, porém, há desafios a serem tratados no que envolve o assunto. Primeiramente, os governos devem munir tecnologicamente o poder administrativo, polícias e guardas devem usufruir os recurso a fim de prover a segurança pública, alem de conectar sistemas disposto a unificar informações em países geograficamente grandes. Contudo, o poder de controle tem de ser fragmentado entre distintas autoridades, somado à rígidas punições à aqueles que venham a abusar de tal poder. Quem sabe assim, possamos não só idealizar , como também viver uma sociedade mais segura.