A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/06/2020
Para o Filósofo Thomas Hobbes, é necessário que haja um contrato social, no qual o Estado garanta a segurança do povo, sobretudo inibindo um cenário caótico. Hodiernamente, a falha do poder público reverbera à sociedade, particularmente, na tecnologia no combate à criminalidade. Ora, o cenário atual revela o despreparo do país.
Nessa perspectiva, a falta de investimento por parte do governo aparece como limiar da problemática. Os dados do Índice de Progresso Social – ferramenta utilizada para calcular os níveis de segurança de uma cidade ou país-, ilustram contemporaneidade, onde o Brasil é o décimo primeiro país mais inseguro, como também adota práticas antiquadas no que tange o enfretamento de crimes simples e cibernéticos.
Outrossim, é dever do Estado garantir que os cidadãos estejam seguros como reza na Constituição Cidadã de 1988 – “a população tem direito à segurança e liberdade"-. Contudo, ela precisa aperfeiçoar-se, o que deverá ocorrer na medida em que haja investimentos nas tecnologias que visam auxiliar no combate à criminalidade.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário construir estratégias intersetoriais para o enfrentamento dos crimes. A Secretaria de Segurança Pública, aliado ao MCTIC, deve propor maiores subsídios em tecnologias combatentes aos crimes, por meio de um projeto de Lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal investimento será destinado à instalação de câmeras de segurança, detectores de metais e entorpecentes em aeroportos, rodoviárias e fronteiras, bem como em cidades que apresentarem um alto IPS. Dessa forma, far-se-ão, diferenças significativas no combate à criminalidade através da tecnologia e alçará o conceito de contrato social idealizado por Hobbes.