A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 14/06/2020
No filme, Minority Report – A Nova Lei, as forças de segurança pública utilizam a tecnologia para evitar que crimes aconteçam. De maneira análoga, o combate à criminalidade, nos dias de hoje, está cada vez mais aliado ao uso da tecnologia. Assim, faz-se necessário o uso da tecnologia para aumentar a capacidade de processamento de informações, tendo em vista que o direito à privacidade deve ser respeitado.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a grande capacidade de processamento de dados é necessária para solucionar crimes complexos. Nesse viés, a Polícia Federal utiliza um software de processamento de dados chamado “Watson”. Por meio desse programa, os policiais puderam analisar quantidades gigantescas de informações e, consequentemente, solucionar investigações complexas, como a da Lava-jato. Desse modo, percebe-se a importação do uso de tecnologias para combater o crime.
É fundamental apontar, contudo, que o uso indiscriminado dessas tecnologias pode interferir no direito à privacidade do cidadão. Este cenário tornou-se relevante após o ex-funcionário da CIA, Edward Snowden, tornar público os detalhes dos programas de vigilância americano. Tais programas, em sua visão, destruíam a privacidade, a liberdade de internet e os direitos básicos de pessoas em todo o mundo. Este quadro evidencia a importância de equilibrar o uso de tecnologias para que não ocorram excessos por parte das forças de segurança.
Dado o exposto, para que o direito à privacidade não seja afetado e, por conseguinte, a criminalidade seja combatida de forma eficaz é necessário que o uso da tecnologia continue mas com regulamentação específica, imposta pelo Poder Legislativo, que garanta a privacidade individual. A metainformação, por exemplo, diz que um indivíduo se encontrou com outra pessoa, mas não informa sobre o que conversaram. Logo, o uso da metainformação surge como uma solução que garante a privacidade sem interferir na eficácia das investigações.