A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 10/06/2020
Vigilância seletiva
A maior aliada, pós modernidade, do ser humano é a tecnologia. A rede de integração de informações ultrapassa os limites da racionalidade humana. Contudo, por outro lado, a criminalidade sempre esteve presente -havendo atualmente, uma maior divulgação de dados devido a comunicação tecnológica que estamos inseridos. Entretanto, há realmente um maior combate a criminalidade com novos recursos ou somente um favorecimento de informações para determinado público.
Em primeiro plano, Thomas Hobbes, em sua obra´o leviatã´ defende que os indivíduos deixem o estado de natureza para irem para o estado civil, onde o Estado controlaria sua liberdade. Quanto menos poder exercer o ser humano, mais poderoso o Estado se torna, com isso, a maior vigilância e posteriormente violento tornar-se-á. A realidade pós-moderna nunca esteve tão dependente da autoridade administrativa; há monitoramento a cada passo dado, tornando-se refém da inteligência artificial. Contudo, é notável que a sociedade seja tão violenta, por grande parte a opressão que os menos favorecidos sofrem perante o descaso do Estado, com poucos recursos destinados as periferias, assim como, pouca verba direcionada para as comunidades no parâmetro de segurança pública integrada. Por conseguinte, há maiores índices de crimes, principalmente ações da polícia para privilegiar certas regiões mais elitistas em detrimento de outras menos favorecidas. A democracia é seletiva, assim como a vigilância também. Por essa perspectiva, todavia, há uma intensificação do uso de recursos tecnológicos, principalmente, nos grandes centros urbanos e uma menor incidência nas periferias que tornam-se lugares violentos por puro descaso e negligência das prefeituras. Nas comunidades têm-se pouca integração com drones e câmeras interligadas com a segurança pública e uma relação de fortalecimento de milícias que manipulam esses poucos recursos que chegam na comunidade havendo, por isso, um menor combate da criminalidade em determinados locais, pois o Estados está, muitas vezes, corrompido e usa de privilégios para favorecer certas camadas sociais.
Portanto, é necessário mudar essa perspectiva, que na maioria dos casos é negligenciada pelos poderes locais fazendo com que haja maior verba da prefeitura local conjuntamente com o Ministério da Segurança para investir em implantação de redes via rádio e de drones com monitoramento remoto, para agir de forma rápida e segura para os moradores; além disso, a prefeitura de autonomia para alguns centros de informática das periferias criarem um aplicativo com avisos de supostos crimes, com denúncias anônimas e até mapas de lugares que foram notificados por alguma dessas ações, para que assim, os indivíduos sintam-se mais amparados e posteriormente protegidos de certa forma.