A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/06/2020

No livro “Vigiar e Punir” de Michel Foucault, é retratado uma sociedade distópico em que o Estado prefere inspecionar ao invés de punir, a fim de impor a sociedade uma disciplina a ser seguida. Nesse sentido, a narrativa foca na aplicação de tecnologias como o modelo panóptico, que busca a correção dos criminosos. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Foucault pode ser relacionada ao mundo tecnológico do século XXI com implementação de inovações no combate e na redução da criminalidade, além do aperfeiçoamento de mecanismos de segurança do Estado.

Convém ressaltar, primeiramente, que é de suma relevância o investimento estatal em inovações tecnológicas para combater e prevenir crimes. De acordo com sociólogo Émile Durkheim, a coerção do indivíduo, no que tange a segurança da sociedade, se dá frente à quebra de regras que desafiam a ordem vigente. Nesse sentido, o uso tecnologia se mostra, inexoravelmente, primordial às diretrizes das sociedades humanas. Desse modo, o uso de câmeras de monitoramentos em áreas com alta taxa de assaltos e crimes devem ser essências como medidas de prevenção e punição dos transgressores.

Ademais, cabe citar ainda o aprimoramento dos mecanismos de segurança torna-se primordial contra atos criminosos. Prova disso são softwares desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerias capaz de rastrear pornografia infantil com quase 80% de eficiência. O programa analisa através de Inteligência Artificial a faixa etárias e gênero das imagens e vídeos pornográficos. Dessa forma, a tecnologia é fundamental para eficácia e rapidez nos processos de investigação.

Torna-se evidente portanto, a necessidade de promover a integração da tecnologia com ações contra a criminalidade. Desta forma, faz-se mister que o Ministério da Defesa em consonância com Ministério do Planejamento destine verbas governamentais para aquisição de câmeras de monitoramento para colocar em locais com alta taxa de crimes, a fim de prevenir e punir os autores de tal ato. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve criar um fundo de incentivo a construção de centros de pesquisas para desenvolver softwares e programas que venham solucionar com maior rapidez atos ilegais. Somente assim, será possível alcançar a segurança prevista na Constituição Federal.