A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 11/06/2020
No início do século XXI, a tecnologia da informação ganhou grande destaque, principalmente, devido a possibilidade de integração entre diversos serviços e pessoas por meio da internet. Nesse contexto, o desenvolvimento da engenharia da computação e mecatrônica permitiu a criação de variados dispositivos eletrônicos inteligentes, como câmeras, robôs, drones, entre outros. A partir disso, tal tecnologia tem auxiliado em diferentes áreas, de modo a ser extremamente interessante na área policial no monitoramento e combate a criminalidade. No entanto, vale ressaltar que esses recursos tecnológicos necessitam de alto investimento financeiro e também de profissionais aptos a operá-los. Dessa forma, faz-se necessário debater sobre a efetividade dos sistemas de segurança e proteção alicerçados no uso da tecnologia.
A criminalidade consiste num importante fator capaz de definir o quão seguro é um país, estado, cidade ou região, sendo que quanto maior o nível de segurança, melhor será as condições de vida da população local. No Brasil, por exemplo, o estado do Ceará apresentou nos três primeiros meses de 2020 um aumento de mais de 101% nos índices de roubo à residências e cargas de veículos, além altas taxas de homicídio segundo o portal Diário do Nordeste. Seguindo essa perspectiva, a tecnologia de câmeras de alta definição se apresenta como uma alternativa no reconhecimento facial de possíveis suspeitos assim como, na identificação de automóveis roubados. Como consequência, essa inteligência artificial facilita a operação da polícia, poupando tempo e restringindo as opções de busca.
Vale destacar que, apesar dos meios tecnológicos serem considerados ótimas ferramentas no fornecimento de dados que permitam desde a identificação de entorpecentes em malas de aeroportos até a descoberta da localidade de terroristas, esses recursos precisam ser cuidadosamente operados, uma vez que falhas humanas podem resultar em problemas como a ausência de atenção em locais importantes . Além disso, o reparo e a manutenção dessas tecnologias possui altos gastos econômicos, tornando-se inviáveis para o uso em determinadas regiões que não possuem esses investimentos.
Portanto, é imprescindível que os órgãos responsáveis pela segurança pública do Estado promovam em parceria com empresas privadas, a oferta de mecanismos e ferramentas tecnológicas, como, por exemplo, software de identificação de expressões faciais, câmeras de alcance de longa distância, rastreadores, dispositivos móveis de monitoramento para todas as localidades de um país e, mais fortemente, para as regiões com alta taxa de criminalidade. Ainda, tona-se necessário capacitar a equipe policial por meio de cursos do modo de operação dos equipamentos com intuito de fortalecer a segurança e diminuir o número de crimes, fornecendo assim melhores condições à população.