A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 11/06/2020

Segundo Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Dessa forma é possível atentar sobre os efeitos que essa tem sobre a sociedade, um exemplo disso é o combate à criminalidade que, desde a implantação dessas novas técnicas, vem crescendo nas últimas décadas. No entanto, alguns impasses, como a falta de recursos para manter essa inovação e o mito de que essa tecnologia é suficiente para evitar que crimes ocorram, atrapalham a utilização dessa engenharia, sendo necessário que a comunidade haja em conjunto com o Estado para que o progresso ocorra.

Análogo a isso, a pobreza é um fator relevante ao problema sistêmico da criminalidade. Nesse sentido, o médico Drauzio Varella avalia que o avanço da criminalidade no país tem relação com um processo de “desestruturação familiar”. Entre as principais causas para isso, de acordo com ele, estão a submissão das crianças à violência e à falta de carinho, além da ausência de limites durante a adolescência. Por isso, não é razoável que o contato familiar seja negligenciado pela população.

Contudo, a negligência do Estado e a falta integrada de recursos tecnológicos dificulta a resolução desse impasse. A esse repeito, Michel Foucault, com a teoria do “Pan-óptico”, ressalta a importância da vigilância para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos, uma vez que a ideia de observação e a posterior punição para atos imorais resguardaria tal ocorrência. Essa questão assume contornos específicos no Brasil, onde existem poucos recursos financeiros direcionados para a segurança, além de uma difícil cobertura desse extenso território. Nesse sentido, enquanto o Estado não atuar através do monitoramento, controle e correção comportamental dos cidadãos, o país continuará a enfrentar uma das principais características e o maior conflito da era tecnológica: a segurança debilitada e a falta do bem-estar social.

Diante dos argumentos supracitados, fica evidente a importância do Estado investir em sistemas de segurança que monitorem os locais públicos de maior movimentação. Em primeiro plano, cabe ao Governo a ampliação de programas escolares e comunitários para a população de baixa renda, a partir de investimentos públicos e privados, capazes de garantir a inclusão dos indivíduos que carecem da educação moral dos familiares. Ao Ministério da Tecnologia e Segurança, por sua vez, compete promover a integração da segurança pública, câmeras monitorem, principalmente, os locais de maior incidência criminal. Assim, através da vigilância será possível prevenir transgressões, punir e garantir a manutenção comportamental prevista por Foucault.