A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 19/06/2020

Segundo o filósofo Pierre Lévy, a tecnologia e seus meios devem servir ao indivíduo como canais de liberdade e segurança. Diante disso, atualmente, tais objetos mostram-se essenciais e indipensáveis no combate à criminalidade, que impera em solo brasileiro, dando destaque: às violências, aos assédios, disseminação de “fake news” e à pornografia infantil. Assim, o uso desse mecanismo torna possível: o asseguramento efetivo às vítimas de tais crimes, ampliação do monitoramento desses e, em conjunto aos profissionais de proteção, impedem desregramentos criminais.

Primeiramente, a tecnologia é um imprescíndivel meio contra qualquer categoria criminal e aliado ao Estado. Conforme John Locke, é dever desse assegurar o bem-estar social, por meio de ações efetivas e legítimas, incluindo segurança e direito à vida. Nesse sentido, os meios tecnológicos, adquiridos pelo poder político, como: câmeras; drones; alarmes e sensores, facilitam a intervenção sobre crimes e suas consequências, ajudando em operações policiais, na visibilidade de casos e monitoramento de ocorrência. Contudo, tal iniciativa gorvernamental parece insípida e ineficiente, que corrobora para aumento e fixação incidência de crimes sejam virtuais, verbais ou físicos.

Linear a isso, a tecnologia facilita e fortalece a capacitação de profissonais de segurança, e também, estrutura a ação desses. Sob análise do discurso de Sérgio Moro, tal ferramenta agiliza investigações a priori e concede benefícios à sociedade, posteriormente. Mediante pesquisas e dados do Governo Federal, crimes como: violência sexual; homicídios e furtos, acentuam-se a cada ano e anseiam por devida correção. Então, o investimento em meios tecnológicos eficientes é indispensável e necessário, para que policiais militares e municipais, e demais profissionais da área, se exponham menos aos riscos e aos efeitos colaterais psicológicos e emocionais, que interferem na plena intervenção.

Com isso, faz-se mister ação do Estado, em conjunto à sociedade, sobre tal quadro vigente. Logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve adquirir acessórios tecnológicos e modernizados, e criar recursos de segurança acessíveis à população e eficazes contra infrações, em especial as de maior incidência cujo as vítimas são mais desprotegidas e indefesas: mulheres, crianças e idosos; por meio de investimento e incentivo à criação de projetos e mecanismos alinhados no combate à criminalidade, como: palestras, ações sociais em escolas, bairros e postos de saúde; a fim de prestar suporte, auxílio às vítimas, aos profissionais que agem a favor delas e modernizar as formas de combater violências e todos atos desumanos por intermédio da ciência tecnológica. Afinal, como dito por Pierre: a tecnologia é canal de liberdade e segurança.