A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 11/06/2020
A tênue linha entre segurança e manipulação
A tecnologia, nos dias atuais, é considerada uma ferramente com um alto poder de controle social, isso, devido a sua rapidez no fluxo de informações e na facilidade de inovação. Tendo em vista tais aspectos, esse mecanismo pode tanto auxiliar no combate à criminalidade, quanto ferir o direito de liberdade dos cidadãos. Nesse sentido, convém analisar as causas dessa dicotomia.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que com a Revolução Técnico -Científico - Informacional, do século XX, a tecnologia começou a ganhar destaque na sociedade. Dessa forma, com softwares, drones, e câmeras de alta qualidade, atualmente, agentes de segurança pública possuem a possibilidade de agir rapidamente em casos de roubo, sequestros, violência ou acidentes. Nesse contexto, a tecnologia tende a aumentar a segurança da população e trazer bem-estar social.
Entretanto, visto por outro viés, quando não há debates e esclarecimento, por meio do Poder Executivo, de como as ferramentas tecnológicas serão utilizadas e em quais casos promoverão justiça social, há uma violação do direito de liberdade. No livro “1984” de George Orwell, há uma grande tela que vigia hábitos e costumes da população a fim de controla-la para o governo daquele local. Dessa maneira, trazendo uma denúncia social, a obra evidencia a tecnologia como “violentadora” da liberdade individual e coletiva da população.
Tendo em vista os argumentos apresentados, é evidente que a tecnologia deve ser supervisionada, a fim de que essa não viole o direito de liberdade. Portanto, é necessário que o Poder Executivo em parceria com as prefeituras locai façam enquetes e debates, por meio de rádios e plataformas de votação, com a população, sobre o uso da tecnologia na segurança pública, explicando como serão usadas e com quais fins. Espera-se, com a medida, que a população possa ter segurança e liberdade de escolha, para que não aconteça o que ocorreu em “1884”.