A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 12/06/2020

É previsto no artigo quinto da Constituição Federal, entre outras coisas, o direito à segurança e ao bem-estar social. No entanto, um dos fatores que prejudicam a plenitude dessa prerrogativa é o avanço da criminalidade existente no cenário hodierno. Nesse sentido, um dos meios capazes de mitigar essa realidade seria através da utilização da tecnologia. Diante disso, é válido ressaltar que muitos são os impasses que prejudicam a legitimidade desse preceito, os quais se destacam a falta de investimentos por parte do governo nessa área, bem como a intensa burocracia Estatal que se desenvolveu em relação à obtenção de equipamentos tecnológicos na contemporaneidade.

Em primeiro plano, cabe salientar que, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é a instituição responsável por garantir a fluidez entre as relações humanas. Entretanto, é notório que tal preceito não é colocado em prática na atualidade, uma vez que, conforme exposto pela FENAPEF (Federação Nacional das Polícias Federais), o excesso de burocracia Estatal é um dos motivos que atrasam o país, principalmente pelo fato de, além de licenças e homologações de vários órgãos da União, o mesmo equipamento, como câmeras e drones, para serem utilizados precisam também de autorizações estaduais e, até mesmo, municipais.

Ainda nesse viés, um outro motivo responsável por intensificar tal problemática é a falta de investimentos pelas instituições governamentais nessa área, haja vista que, segundo dados do jornal “Folha de São Paulo”, essa questão é capaz de consolidar e expandir o crime organizado, o que, muitas vezes, prejudica o trabalho dos policiais. Nesse contexto, além de técnicas e profissionais qualificados, é imprescindível a adoção de ferramentas tecnológicas no combate à criminalidade e, assim, melhorar a segurança e o contexto no qual a sociedade se encontra inserida.

Em suma, diante dos problemas abordados, urge que medidas sejam tomadas o quanto antes. Dessa forma, cabe ao poder público, como mantenedor da ordem, progresso, leis e bem-estar civilizatório, investir na compra de equipamentos que visem a melhoria na segurança dos cidadãos, bem como flexibilizar a obtenção desses aparelhos, o que reduziria a burocratização de tais processos. Isso poderia ser realizado por meio da criação de leis que teriam por objetivo facilitar esses aspectos e  também pela alocação de recursos do Ministério da Economia, com o intuito de auxiliar as instituições responsáveis pela proteção e, assim,. reduzir o crescimento exponencial da criminalidade. Com isso, pode-se almejar uma nação mais pacífica e que coloque em prática os preceitos estipulados pela Constituição de 1988.