A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 12/06/2020
Furtos, homicídios, tráfico de armas e drogas: muitos são os crimes que assustam os brasileiros. De acordo com a ONU, o Brasil é o segundo mais violento da América do Sul, atrás apenas da Venezuela. Nesse contexto, a tecnologia é levantada como uma aliada no combate contra a criminalidade. Entretanto, é preciso avaliar o quanto ela pode ser eficaz e como deve ser a conduta dos brasileiros diante dos recursos tecnológicos.
Primeiramente, é importante destacar que a tecnologia é um auxílio relevante contra o crime porque facilita o trabalho dos profissionais de segurança pública. A exemplo, a Universidade Federal de Minas Gerais desenvolveu um software altamente eficaz em detectar conteúdo pornográfico infantil. Além do ambiente virtual, aparelhos em aeroportos permitem identificar explosivos nas bagagens dos passageiros, e, nas ruas, o monitoramento por câmeras permite identificar crimes e rastrear criminosos.
Porém, os recursos tecnológicos podem suscitar nos cidadãos uma impressão falsa de segurança. Levando isso em conta, a Polícia Militar não recomenda que diante de um assalto as vítimas reajam ao criminoso, por exemplo. Ademais, profissionais de segurança pública orientam que os responsáveis por menores de idade devem monitorar a conduta virtual de crianças e adolescentes nas redes para se evitar pedófilos.
Sendo assim, tendo em vista a relevância da tecnologia no combate ao crime, é necessário que haja investimentos nesse setor e que a população seja devidamente orientada para se abster de condutas inadequadas. Primeiramente, o Governo Federal em parceria com os governos estaduais podem aumentar a verba para universidades públicas desenvolverem softwares que aprimorem o monitoramento dos crimes e também investirem na capacitação profissional dos profissionais de segurança pública. Junto à essa medida, as Polícias Estaduais juntamente com as escolas públicas podem promover à comunidade palestras de como reagir à situações de perigo e como acionar os órgãos de segurança pública.