A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 15/06/2020

Em 1942 na Alemanha durante a 2ª guerra mundial foi criado o primeiro Sistema de Câmeras para Monitoramento,que teve como objetivo acompanhar o lançamento de um foguete V2 ao espaço.Atualmente,o avanço da tecnologia permitiu que mecanismos de monitoramento e afins, sejam utilizados no combate à criminalidade,entretanto,há contradições que são intensificadas devido à ausência do Estado em investir verbas no aperfeiçoamento da tecnologia a favor da segurança pública e grupos criminosos que utilizam a tecnologia para aprimorar delitos. Assim,medidas precisam ser tomadas para minimizar tal problemática.

Primeiramente,destaca-se que o Brasil insiste em preservar velhos hábitos no combate ao crime.Em estudo divulgado pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2019, o Estado tem pautado o investimento no policiamento ostensivo - a fiscalização realizada nas ruas pelos policiais - ao invés do policiamento de inteligência e investigação, que é amparado pelo uso de equipamentos e de tecnologia para a resolução de casos de forma eficiente e objetiva. Portanto,ao insistir em qualificar policias com armas e distintivos, ao invés, do uso assertivo da tecnologia, o Estado coloca em perigo sua maior prioridade: a segurança da população brasileira.

Além disso, ações criminosas e tecnologia, infelizmente, andam juntas. O site de notícias “GAUCHAZH” em dezembro de 2019 por exemplo, apresentou em reportagem,que somente naquele ano, 43 drones foram encontrados em um presídio do Rio Grande do Sul,contendo drogas e celulares à serem entregues aos criminosos.Dessa forma,percebe-se que a tecnologia serve para incrementar e possibilitar novas ações criminosas, que muitas vezes passam despercebidas pela equipe policial devido a precisão tecnológica dos equipamentos utilizados.

Logo, agentes políticos e criminais interferem na dinâmica do uso da tecnologia no combate ao crime.Cabe,ao Estado a liberação de verbas para o investimento em tecnologia na segurança pública - os valores devem ser divididos entre os municípios brasileiros e para grupos de pesquisas científicas com projetos voltados a criação de equipamentos e suporte ao trabalho profissional dos polícias e das entidades criminalistas do país -. Em seguida, cabe ao Estado realizar treinamentos com as equipes de segurança pública para que tais tecnologias criadas pelos projetos científicos possam ser implantados e realizadas da forma eficiente, corrompendo as ações de grupos criminais.Enfim, com tais medidas sendo colocadas em prática aos poucos a tecnologia que surgiu para beneficiar a 2ª guerra mundial, dê espaço para a tecnologia que atenda a segurança real do cidadão.