A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 14/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma comunidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de delitos. Fora da ficção, o que se observa é o oposto do que o autor prega, com isso emerge a necessidade de aprimorar a tecnologia e os profissionais para combater a criminalidade. Nesse contexto, convém analisarmos a deficiência do modelo de segurança no Brasil e as principais consequências para nossa sociedade.
Primeiramente, é importante ressaltar que a polícia brasileira é a que “mais mata e mais morre” no mundo. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Esses profissionais utilizam mais aparatos bélicos para combater o crime do que de inteligência tecnológica, afetando de forma negativa não só suas vidas como também a de outros civis. De maneira análoga, países que aliam a tecnologia à segurança da população são mais eficientes para proteger pois, além de trabalharem na prevenção dos conflitos, conseguem planejar o melhor momento para efetivar determinada ação. Ou seja, estão mais ancorados a estratégias com metodologias científicas.
Conquanto, é importante ressaltar a questão do treinamento ministrado aos profissionais da segurança. Não raramente temos conhecimento de ações abusivas: casas são invadidas, vidas são executadas, pessoas são presas e várias outras medidas são tomadas sem um claro embasamento metodológico de tal ação e, em virtude disso, é comum atribuir o preconceito e a marginalização de alguns grupos sociais como o principal motor na tomada de decisão. Concomitante ao uso de novos aparatos tecnológicos, faz-se necessário o treinamento adequado desses profissionais na linha de frente contra a criminalidade dando maior ênfase ao conhecimento de direitos humanos e cultura cidadã.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para aumentar o investimento nas áreas de tecnologia e segurança, urge que o Ministério da Justiça crie por meio de verbas governamentais, programa de reestruturação institucional que vise, capacitação psicológica dos profissionais e readequação tecnológica dos equipamentos, detalhando através de exemplos já existentes em outros países, novas estratégias de segurança que utilize a tecnologia como protagonista. Por conseguinte, tal iniciativa pouparia a vida de diversos profissionais e melhoraria a eficácia da segurança. Assim, será possível combater a criminalidade poupando vidas e, enfim, caminharmos para a ideia alcançada em Utopia de More.