A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/06/2020
A animação japonesa Psycho-Pass, apresenta um futuro distópico onde a tecnologia é a grande aliada no combate ao crime. Na história, prováveis criminosos são identificados através de um sistema tecnológico que calcula o potencial do sujeito para a criminalidade. Fora das telas e no contexto atual, a sociedade brasileira também se mostra inclinada a cada vez mais investir e aplicar a tecnologia no enfrentamento a tais delinquências, no entanto, essa prática ainda se mostra insuficiente, uma vez que o país ainda apresenta um grande índice de criminalidade.
Se antes a humanidade carecesse de testemunhas durante determinada investigação, hoje as câmeras de segurança desempenham bem esse papel. Cabe exemplificar que, em 2013, o desempenho dessas ferramentas foram essenciais para, em um curto período, identificar e prender os culpados pelo atentado à Maratona de Boston, mostrando um grande preparo da força policial no tocante ao serviço de inteligência. No entanto, vale salientar que tal realidade destoa da brasileira, sendo que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, o gasto com Informação Inteligente era de apenas 0,7% das despesas totais destinados à essa seção, evidenciando que, apesar de haver investimentos no setor, o mesmo ainda se mostra tímido.
Além disso, é de suma importância acentuar que a tecnologia por si própria não resolve os problemas acerca da criminalidade. Embora o número de compras de itens que ajam em nome da segurança, como alarmes e as já citadas câmeras de monitoramento, sejam eficientes em ajudar, é imprescindível a capacitação de pessoas e o planejamento de um monitoramento adequado tal qual um procedimento bem estruturado para extrair um bom proveito de tais recursos. Isso é, não adianta muito ter um grande arsenal de tecnologias nas mãos da polícia, se a mesma não for instruída e capacitada a utilizá-las da melhor forma.
Portando, fica evidente que, para que haja um melhor desempenho do combate à criminalidade através da tecnologia, é necessário que mudanças e aprimoramentos sejam feitos. Cabe à Receita Federal em parceria com o Ministério da Justiça, investir uma maior parte dos impostos arrecadados na compra de tecnologias que visem o aprimoramento e também facilitem o trabalho de profissionais da área da segurança. Câmeras de monitoramento com o sistema de reconhecimento facial devem ser instaladas em pontos estratégicos das cidades, tais como nos lugares mais movimentados. Além disso, as forças policias devem receber treinamentos, objetivando a capacitação para a operação desses equipamentos e, consequentemente, extraindo o máximo que a tecnologia pode oferecer na luta contra o crime.