A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 13/06/2020
A Carta Magna definiu a segurança pública como um direito social a ser concretizado pelo Estado, de modo a garantir a integridade dos cidadãos, por intermédio de mecanismos que estejam ao alcance. No entanto, é notável que o uso de mecanismos tecnológicos para o combate à criminalidade é incipiente, não só em razão da escassez de recursos financeiros, mas também devido a falta de integração entre os bancos de dados das instituições públicas. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar a atual problemática e garantir os direitos constitucionais.
Em primeira análise, a escassez de recursos financeiros torna-se uma grande barreira para a implementação de processos tecnológicos em municípios periféricos, onde a criminalidade é mais evidente. Além disso, a manutenção desses serviços constitui a maior parcela dos recursos necessários para a efetividade do aparato. Segundo Letícia Aguiar, deputada estadual de São Paulo, investir na segurança pública é investir na população. Dessa forma, sem o devido investimento financeiro nas delegacias, a sociedade ficará à mercê de criminosos e transgressores, que aproveitam da situação para cometerem delitos e infrações.
Ademais, é válido ressaltar que os bancos de dados das instituições públicas se apresentam como “ilhas de informação” que não dialogam entre si. Desse modo, apesar de haver tecnologia na luta contra a marginalidade, como o uso de câmeras de segurança, o compartilhamento de informações entre as instituições é difícil e bastante burocrático, haja vista que é necessário fazer diversas requisições para o acesso. O jogo Watch Dogs, por exemplo, apresenta uma cidade inteligente que adota um esquema de monitoramento e controle urbano totalmente integrado e que acompanha tudo que acontece nas ruas. Nesse sentido, o estado Brasileiro deveria utilizar o cenário da ficção dos videogames como inspiração, com o intuito de promover a integração de informações entre as instituições e melhorar a eficiência da segurança dos cidadãos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para aumentar o grau tecnológico das organizações de segurança no Brasil, urge que o Governo Federal crie, por meio do aumento da arrecadação de impostos, um fundo financeiro destinado a modernização e manutenção dos aparelhos de última geração das delegacias, postos da Polícia Militar e Polícia Civil nos municípios, com a finalidade de aumentar a eficiência das ocorrências e do monitoramento da região. Somente assim esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel, o Pensador: “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.