A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 13/06/2020

1,5 milhões: esse é o número de câmeras de monitoramento instaladas só na capital do estado de São Paulo, segundo dados do site de notícias G1. .Ademais, proporcionalmente ao crescimento do uso de tecnologias no combate a criminalidade, vem a falsa sensação de segurança. Desse modo, discutir o papel de seu uso para fins de segurança publica se faz necessário.

A tecnologia tem sido grande aliada da humanidade em amplos aspectos, no que diz respeito a segurança pública é explorada no âmbito do monitoramento, por meio de câmeras, reconhecimento facial e inteligencia artificial.No que diz respeito a vigilância o filósofo Michel Focault afirma que as pessoas podem se disciplinar ao pensarem que estão sendo vigiadas, desse modo o monitoramento tem sido amplamente usado para o combate a criminalidade, sendo adotado como medida de segurança tanto publica quanto privada. Contudo, ainda diante de milhares de câmeras, a criminalidade não diminui e a eficacia desse sistema acaba por ser questionado.

O “BBB” da segurança aponta falhas nocivas a população. Para o seu funcionamento é necessário aliar-se a uma equipe numerosa e capacitada, já que o monitoramento se dá 24 horas do dia. Nisso está a existência de falhas contundentes, uma delas é que a ação efetiva consiste em “pegar” o criminoso durante, ou após, cometer o crime. Por conseguinte, o combate não acontece, pois o crime já foi efetivado, gerando então a falsa sensação de segurança, uma vez que o cidadão já foi prejudicado e o monitoramento não impediu a ação criminosa.

Contudo as tecnologias crescem exponencialmente e, por seu mau uso,  perpetuam a cultura social da punição e não da prevenção.Entretanto, o governo federal junto ao ministério da educação, poderá criar medidas que usem  essa evolução tecnológica nas escolas, como política de prevenção, atraindo quem está suscetível a criminalidade.. Assim as sociedades previnem a criminalidade, combatendo-a de fato e não a remediando .