A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 13/06/2020
De acordo com o romancista irlandês Georg Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não conseguem evoluir. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a tecnologia ao combate a criminalidade carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade e dificulta a efetivação dos planos de Bernard. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater os crimes no Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de fiscalização e monitoria, como também nos insólitos recursos em infraestrutura, logística e aperfeiçoamento específico no campo militar, com maior empreendimento em recursos especializados ao crime, aliados a uma boa disposição estatal para confutar este empecilho, medidas estas que tornariam o ambiente comunitário mais eufônico, mas devido à falta de aplicabilidade governamental, isso não é firmado.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca do uso ideal da tecnologia para lidar com os crimes, pois, não houve instrução na íntegra, impossibilitando a luta pelo desenvolvimento. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele tampouco a sociedade muda. Isto é, mostrando tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil, quanto a base de um aprendizado educacional analítico sobre como resolver problemas voltados ao desenvolvimento de práticas tecnológicas em virtude de uma melhor segurança, que seriam imprescindíveis para contrapor o impasse e destruir toda mazela e despreparo social que permeia a atualidade.
Depreende-se, portanto, novos métodos técnicos e eficientes para efetivar o controle da criminalidade. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos, acerca de uma melhor forma de combate contra os efeitos negativos criminosos, usando novos sistemas voltados a tecnologia, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com participação de profissionais da área de segurança pública e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de Bernard.