A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 15/06/2020

Ao longo do tempo, o desenvolvimento de novas tecnologias facilitaram a vida do ser humano. Com efeito, os seus usos cooperam com o combate à criminalidade, contudo trazem uma falsa sensação de segurança. Isso ocorre devido às intenções suspeitas dos agentes envolvidos, bem como à vulnerabilidade a que os sistemas estão sujeitos. Tal fato levanta uma discussão sobre esses avanços que vêm surgindo para possíveis soluções.

Em primeiro lugar, o filósofo Michel Foucault reflete em sua obra Vigiar e punir, as formas que as instituições usam para controlar a sociedade. Posto isso, atráz de toda a segurança proporcionada pela tecnologia, há um resquício de más intenções. Caso semelhante é a maneira como o governo chinês monitora a sua população com a internet diante da pandemia da covid-19, reportado pelo Fantástico, evidenciando assim a necessidade de se observar e criticar as políticas de contenção de danos.

Ademais, o avanço tecnológico não representa uma proteção máxima para a comunidade, o que gera uma pseudo-segurança. De fato, os sistemas estão propensos a invasões e pertubações cibernéticas de criminosos. Isso vale desde divulgações de mensagens particulares, até distorções nas operações policiais. Tal pressuposto é ilustrado pela série La casa de papel, na qual uma quadrilha planeja e executa um furto na Casa da Moeda espanhola remotamente. Dessa forma, as dúvidas sobre a seguridade atualmente se alavancam.

Portanto, esse quadro revela a necessidade de se amenizar a vulnerabilidade das tecnologias de combate ao crime. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça investir recursos públicos no treinamento e capacitação de agentes de segurança institucional e pública, no intuito de melhorar o desempenho dos sistemas e dinamizar a prevenção e a investigações de delitos. Assim, as tecnologias estarão a favor dos processos policiais e jurídicos, e as brechas serão cada vez mais fechadas.