A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 16/06/2020

No livro “O Ceifador” de Neal Shusterman retrata um futuro distópico em que a “Nimbo-Cúmulo” (evolução da nuvem) assume o controle mundial e permite que a humanidade supere todos os problemas possíveis, diminuindo a criminalidade e até mesmo a mortalidade. Apesar de tal futuro ser improvável, é inegável o fato de que a tecnologia está progredindo constantemente e se tornando uma grande aliada no combate ao crime. Diante disso, deve-se debater sobre como torna-lá ainda mais eficaz tanto no âmbito público quanto privado.

Um dos melhores exemplos de como a tecnologia foi essencial para a solução de um crime, foi o caso do assassino em série BTK (sigla em inglês para amarrar, torturar e matar) o qual ficou trinta anos sem ser capturado, até que um deslize envolvendo um disquete roxo (rastreável), câmera de segurança e exame de DNA puseram um fim na sua onda de crimes em 2005. Esse cenário se deu por conta da evolução tanto dos métodos policiais quanto dos equipamentos tecnológicos, uma vez que ambos devem funcionar em harmonia e próximo da perfeição. Para tanto, é necessário o investimento nas duas áreas para que os índices de criminalidade diminuam de forma significativa.

Além disso, vale ressaltar que a população também pode contribuir efetivamente no combate ao crime. Um exemplo disso é a integração das câmeras de segurança da residência com o sistema de segurança da cidade de São Paulo através do aplicativo SP+Segura, o qual possui diversas funcionalidades incluindo alertar tanto as autoridades quanto os vizinhos sobre alguma atividade suspeita. Apesar do download ser voluntário, caso sua eficiência seja comprovada, o número de usuários pode aumentar potencialmente e, consequentemente, a cidade terá mais olhos e a proposta do app pode se espalhar por todo país, tornando este cada vez mais seguro.

Em síntese, para que a tecnologia seja usada de forma efetiva para combater a criminalidade deve haver além de investimentos nela, uma ação conjunta entre estado e população. Para esse fim, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública junto com o Ministério da Economia devem fazer um projeto de conclusão de no máximo 5 anos, intitulado “Sem Escapatória”, disponibilizando recursos tais como câmeras de monitoramento de alta definição e sistemas de reconhecimento facial, além de cursos preparatórios para capacitação de profissionais de segurança para melhor aproveitamento de tais tecnologias e investimentos em aplicativos como o SP+Segura para que haja participação da população. Dessa forma, seja o crime um furto seja um assassinato, nada passará despercebido e, quem sabe, algo como a Nimbo-Cúmulo apareça.