A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 13/06/2020

“Software: vacina contra o vírus”

Algumas pesquisas se referem ao Brasil como um dos países com maior número de usuários ativos em redes sociais. Concomitante, o país é um dos líderes mundiais em crimes cibernéticos, difundido-se por seu vasto território em diversas classes sociais. Todavia, por ser a internet uma ferramenta desenvolvida nas últimas décadas, têm impressionado organizações mundiais de todo o mundo pelo grande número de crimes acometidos, em uma crescente constante, desproporcional aos métodos preventivos e investigativos contra os criminosos.

Popularmente a internet é conhecida como “terra de ninguém”, um espaço que permite a profusão de opiniões, debates e ações de forma indireta e muitas vezes anonima. Entretanto esse espaço “imaterial” tem tomado cada vez mais o espaço “material”, um “crime-palavra” se torna ato, suborno e agressão, não tão somente verbal, mas propriamente física. Um exemplo próximo são os “jogos e desafios” propostos aos jovens, estimulando a auto-mutilação e o suicídio. Os jovens recebem as regras e são induzidos à uma estratégia, que os manipula utilizando suas fragilidades, sem que os responsáveis e autoridades tenham seu conhecimento e controle.

O cantor e compositor brasileiro Gilberto Gil em sua música “Cérebro Eletrônico” referencia a um software “que faz tudo, faz quase tudo, mas ele é mudo”. De forma análoga ao trecho em questão pode-se dizer que o crime cibernético é um crime invisibilizado e encerrado em si mesmo. Portanto deve-se entender e pesquisar métodos possíveis de combate ao “invisível”, ao “mudo”, de forma tão urgente quanto a produção armamentista. Diante dessa guerra no oásis, não remota, empresas de inteligência pesquisam “softwares” de defesa, e só essas atreladas à pareceria humana investigativa, poderia contribuir de forma efetiva ao reconhecimento e punição dos infratores. Seja por reconhecimento facial, localização ou até mesmo palavras-chave, em conversas cotidianas em aplicativos. O problema é que não dado o tamanho real do assunto em questão, empresas especializadas não recebem do governo verba necessária para o fomento de pesquisas, e as tecnologias existentes se tornam escassas.

Portanto a criação e pesquisa de diversas tecnologias e “softwares”, que atuem como um farejador, uma extensão do humano nesse espaço, poderia ser uma combinação possível e eficiente de métodos preventivos, e investigatórios em massa contra os infratores. Assim como o treinamento e especialização de profissionais, que atuassem utilizando dessas tecnologias como um facilitador a um espaço até então inalcançável e constantemente mutável.