A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/06/2020

No livro 1984 de George Orwell há uma sociedade distópica em que todos os indivíduos nela presente são vigiados pelo Grande Irmão por meio das “teletelas” espalhadas em locais públicos e até mesmo nas casas dos indivíduos, visando ao cumprimento da ordem, dentro dos interesses do tirano. Analogamente, na atualidade, é comum vermos câmeras de seguranças espalhadas dentro de diversos estabelecimentos públicos e privados com a finalidade de preservar a segurança no local. Assim, a tecnologia no combate à criminalidade vem se tornando comum em nosso cotidiano.

Primeiramente, os elevados índices de criminalidade em diversos países e a sua transmissão fez com que os indivíduos tomem medidas preventivas a fim de garantir o seu bem estar. Uma vez que com o desenvolvimento da tecnológico resultou na elaboração novos equipamentos de segurança e de vigilância, e no crescimento do setor da mídia, responsável pela propagação de informações, que possibilitou o frequente compartilhamento e a exibição de atos criminosos e violentos. Dessa forma, esse conjunto de inovações além de ser capaz de expor tais ações, também é qualificado para ajudar o indivíduo na sua proteção.

Para além da questão midiática, a tecnologia tem se tornado um aliado ao combate ao crime, bem como um emulador. Da mesma forma que alguns equipamentos podem ser utilizados para a conservação da ordem e da segurança, eles também podem  cooperar com a violência, por exemplo, a câmera de segurança é uma ferramenta capaz de trazer informações sobre a ocorrência do crime e promover justiça, como também, ela é capaz de gerar opressão e invasão de privacidade, como visto no livro 1984. Em síntese, esse cenário representa a ideia do “Panóptico” do sociólogo Michel Foucault, em que perante a existência de um desvio diante da norma, a fim de “normalizar” o sujeito moderno deve-se desenvolver mecanismos e dispositivos capazes de interiorizar a culpa e gerar, no indivíduo, remorso pelos seus atos.

Dado o exposto, a fim de garantir a ética na utilização da tecnologia no combate à criminalidade as escolas, formadoras do intelecto, podem expandir e propagar referências sobre o assunto. Primeiramente, como medida paliativa, a apresentação dos benefícios e dos problemas na forma de utilização desses equipamentos por meio de palestras pode conscientizar jovens e adultos. Concomitantemente, como medida estrutural, através de aulas de informática, sociologia e literatura, ela pode demonstrar modos sustentáveis para a utilização dessas ferramentas. Como efeitos, grande parte da população terá conhecimento sobre as diversas formas de auxílio que a tecnologia pode promover, e a  formação de profissionais cientes de possíveis danos e que sigam os direitos morais.