A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/06/2020

É notório que, diante do alto índice de criminalidade presente, principalmente no Brasil, e da complexidade dos crimes no século XXI, se dá como imprescindível a implementação de meios tecnológicos que auxiliam o combate ao mesmo. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: a ineficiência logística dos meios comuns de combate ao ilícito e as brechas que esses meios deixam, favorecendo a impunidade.

Primeiramente, tendo em vista que a maior parte dos produtos ilícitos que entram no Brasil passam por uma fronteira terrestre que possui mais de 16 mil quilômetros de extensão, e que grande parte é formado por trechos de difícil acesso, como a mata amazônica. De tal forma, depreende-se que, sem o auxílio tecnológico se torna impossível uma atuação eficiente de combate ao crime em uma área tão vasta e de difícil acesso.

Por outro lado, segundo o termo grego de isonomia, que afirma que todos são iguais perante a lei, todos, sem exceção podem exercer defesa perante acusações, mas logicamente nem todos que exercem esse direito são inocentes. Dessa forma, pode ser considerado inocente, na ausência de provas suficientes, aquele que cometeu atos ilícitos, assim contribuindo para a impunidade vivenciada diariamente e que muitas vezes poderia ser evitada com câmeras de alta resolução e um simples, mas tecnológico trabalho de ciência forense, usado em cenas de crimes.

Portanto, parafraseando Platão em seu texto, “A Alegoria da Caverna”, é necessário que o governo saia da caverna, investindo por meio do Ministério de Defesa e Segurança Pública, na implementação da tecnologia no combate ao tráfico nas fronteiras nacionais – com a aquisição e implementação de radares, que possibilitam a interceptação de aeronaves e embarcações usadas no transporte de drogas - e na vigilância pública dos maiores centros. Assim, combatendo a triste impunidade e o tráfico que tanto financia a criminalidade.