A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/06/2020

Com o advento da terceira fase da Revolução Industrial, tem-se uma maior propagação de tecnologias no mundo. Nesse contexto, percebe-se que, no Brasil, as tecnologias ajudam no combate à criminalidade, seja por favorecer na agilidade da identificação de infratores, seja por apresentar uma grande economia a longo prazo, que pode ser direcionada para segurança pública.

A priori, observa-se a agilidade na identificação de infratores. De acordo com pesquisas realizadas pelo núcleo de Direito da USP, há uma série de falhas no sistema punitivo brasileiro, no que tange a culpabilização errônea e sem prova cabal, dado principalmente por conta da falta de tecnologia no devido processo. Nessa perspectiva, é evidente o quão promissor é fazer uso das tecnologias para benefício da população, haja vista que há uma maior facilidade de reconhecimento facial, segurança digital dos órgãos públicos e armazenamento de dados imprescindíveis para reconhecer um infrator reincidente.

A posteriori, há uma grande economia a longo prazo. Conforme o engenheiro Raul Colcher, em um primeiro instante, é notório que há uma utilização monetária significativa para a implantação de câmeras, ciência de dados, inteligencia artificial e todo o aparato devidamente ligado à segurança. Ainda assim, pós fase de gastos, há um equilíbrio financeiro, dado ao custo reduzido com pessoas - tendo em vista que alguns métodos de segurança dispensam ajuda por terem sua própria inteligência artificial -. Assim, percebe-se que há uma economia a longo prazo extremamente satisfatória para os cofres públicos, podendo ser redirecionada para a segurança pública, tais como a implantação de mais postes, para uma melhora na iluminação.

Destarte, é verídico que as tecnologias ajudam no combate à criminalidade. Logo, é imperioso que o Governo, em pareceria com os municípios, adotem medidas que reforcem a utilização e a modernização das tecnologias, principalmente no âmbito dos órgãos públicos, a fim de minimizar falsas acusações, além de ter uma economia para um melhor redirecionamento monetário, no que tange a segurança pública . Assim, ter-se-á a tecnologia contra a criminalidade.