A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 14/06/2020
Durante o período da Paz Armada, os países europeus investiam fortemente em tecnologia, sobretudo bélica, a fim de se prepararem para a Primeira Guerra Mundial. Entretanto, contrariamente a esse tempo, o mundo atual procura o papel da tecnologia no combate à criminalidade. E no Brasil, é evidente a necessidade de técnicas inovadoras, já que a utilização de aplicativos, por exemplo, ajudariam fortemente os órgãos de segurança pública em seu trabalho, porém ferramentas assim não são disponíveis em todo território nacional, devido ao investimento desigual nas regiões brasileiras.
Primeiramente, vale ressaltar que, de acordo com o filósofo francês Pierre Lévy, o mundo virtual ressignificou a realidade, fazendo que as instituições sociais se aproveitassem da tecnologia, o que também se aplica à segurança pública, com o intuito de combater a criminalidade. No cenário brasileiro, tal prática já se torna visível, por exemplo, em Santa Catarina, onde os policiais utilizam um aplicativo chamado PM Mobile, pelo qual as pessoas relatam ocorrências de criminalidade e, segundo a polícia civil desse estado, o tempo de atendimento se reduziu à metade, pois a informação entra no sistema através de inteligência artifical. Além disso, o aplicativo possibilita acesso a câmeras de monitoramento das cidades, informações de procurados e mapas de localização das viaturas mais próximas. Em frente a esses fatores, portanto, as autoridaddes divulgaram que cerca de 80% das ocorrências são investigadas no mesmo dia, o que comprova a utilidade da tecnologia no combate à criminalidade.
Contudo, essa realidade se torna inalcançável em outras regiões brasileiras, como nos estados do nordeste e do norte, onde os investimentos na área de segurança pública são precários. O senador Styvensom Valetin, do Rio Grande do Norte, afirmou que a falta de investimentos em segurança e tecnologia, sobretudo em seu estado, permite o crescimento da violência. Segundo ele, entre 2006 e 2017, houve um aumento de 320% nas mortes de pessoas de 15 a 29 anos. Dados como esse, então, revelam como os investimentos na área de segurança pública é desigual no território nacional, impossibilitando realidades como a de Santa Catarina em outros estados, onde não há meios de implantar tecnologias caras, pois nem mesmo os setores básicos são devidamente sustentados.
Tendo esses fatores em vista, enfim, medidas são necessárias para promover uma intervenção no setor público. Assim, é dever do governo federal desenvolver novos planos de investimentos no âmbito de segurança no Brasil, por meio de reuniões entre os representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, para promover uma melhoria na qualidade da polícia militar e civil em todos os estados brasileiros. Dessa maneira, índices de mortes violentas serão amenizados, e o Brasil caminhará rumo a um país que aproveita suas tecnologias visando o bem da população em geral.