A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 15/06/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todas as esferas sociais estejam em harmonia. Contudo, ao se observar as tecnologias no Brasil, percebe-se a falta de recursos tecnológicos eficientes para o combate a criminalidade. Logo, é imperioso análise desse imbróglio para, posteriormente, combatê-lo. Inicialmente, cabe pontuar que, após a Revolução Técnico-Científica-Informacional, o homem tornou-se mais conectado ao mundo cibernético. Dessa forma, esse meio de comunicação tem sido bastante utilizado a favor de diversas áreas da sociedade, como o combate à criminalidade, visto que, já não é mais suficiente apenas o uso da força humana, é, em muitos casos, necessário o auxílio da tecnologia, sendo as câmeras, os alarmes em bancos e prédios os principais símbolo dessa utilização, uma vez que, são lugares que necessitam de extrema proteção. Logo, é um problema a falta de recursos para instalar e manter essas tecnologias, o que vai de encontro ao que é proposto na Constituição Federal que afirmar ser dever do Estado garantir aos cidadãos, segurança e liberdade. Desse modo, ao falharem nesse compromisso moral, cabe às pessoas arcarem com os custos para se manterem protegidas. Logo, urge ao Estado buscar métodos de vigilância para o combate à criminalidade.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, segundo a teoria do “Panóptico” de Michel Foucault, a vigilância é importante para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos, ou seja, ajuda na manutenção da ordem, uma vez que, mais importante que vigiar o “prisioneiro” o tempo inteiro, é que este saiba que é vigiado. Fora da teoria desse filósofo, essa questão, assume contornos específicos no Brasil, uma vez que existem poucos recursos financeiros destinados para a segurança e grande parte da população não tem recursos para investirem nesse setor. A título de exemplo, segundo manchete do G1 mais de 60% das pessoas que equiparam suas casas com filmadoras e cerca elétrica nunca tiveram problemas com assaltos. Diante desse exposto, fica claro o quanto o Estado precisa atuar com recursos sobretudo nos locais em que a população não dispõe de meios para melhorarem a segurança.
Diante desse cenário, é fundamental alternativas exequíveis para solucionar o problema do combate à criminalidade por meio da tecnologia a no Brasil. Para isso, o Governo Federal por meio de verbas apreendidas da corrupção, como a “lava jato”, deve destinar um maior investimento, sobretudo em aquisição e manutenção de equipamentos tecnológicos, como câmeras, sobretudo em áreas mais afetadas pela criminalidade, a fim de garantir o uso adequado desses recursos e reduzir a criminalidade urbana. Além de capacitar as pessoas a fazerem denuncias. Assim, o conceito de Durkheim será real.