A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 15/06/2020
A distopia “1984” do escritor George Orwell apresenta uma sociedade constantemente vigiada por câmeras, com o governo totalitário monitorando as ações de toda a população. Análogo a isso, na realidade atual, por motivos de combate à criminalidade, os indivíduos também estão sujeitos à vigilância. Desse modo, essa ação possui dicotomias a serem analisadas: a privacidade e a segurança.
Em primeiro lugar, é sabido que a tecnologia está agindo com maior notoriedade na sociedade pós-moderna, com a contribuição no combate ao crime. Nesse sentido, a criação de meios de vigilância -como drones e câmeras- espalhados pelas cidades teve êxito no quesito supracitado, assim, identificando furtos, roubos e assassinatos, por exemplo. Dessa maneira, é dever do Estado garantir a segurança da população, com apoio dos meios tecnológicos.
Outrossim, de acordo com Zygmunt Bauman, além da segurança, a liberdade é essencial para uma vida feliz, pois como ele mesmo afirma “segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é caos”. Contudo, cada vez que o indivíduo tem mais segurança ele perde um pouco de liberdade. Nesse sentido, deve-se buscar o meio termo -o estado ideal de vida em sociedade- , como propôs Aristóteles, mantendo um equilíbrio, pois os extremos são condenáveis e traria uma infelicidade.
Portanto, infere-se que a tecnologia no combate à criminalidade é de suma importância, mas tem seus lados negativos. Logo, é necessário que o Estado continue utilizando câmeras e alarmes em áreas com alto índice de criminalidade, para que esses crimes sejam punidos, além de fazer uso de drones para uma maior eficiência. Além disso, o poder Legislativo deve intensificar as leis de privacidade, com multas severas para quem praticar a desobediência, a fim de que os indivíduos não se sintam prejudicados. Com isso, a segurança será intensificada sem a necessidade de se transformar em um Estado autoritário e controlador como o da obra de George Orwell.