A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 15/06/2020

Na obra “Vigiar e Punir” de Foucault, é descrito um modelo que consiste em uma torre central que possibilita observar todas as celas dispostas em torno da torre, porém, não é possível saber se há, de fato, alguém na torre ou não. Dessa forma, a vigilância se torna contínua devido a impossibilidade de ser detectada. Nesse sentido, hodiernamente, os aparatos tecnológicos em porte da segurança funcionam como a torre, contudo, é fulcral uma criteriosa analise acerca das vantagens, bem como dos problemas dessa incorporação.

Precipuamente faz-se mister frisar os componentes positivo da implementação tecnológica nas fiscalizações. Nesse sentido, o monitoramento com o uso de câmeras é uma grande ferramenta, visto o seu vasto campo de atuação, desde o trânsito das grandes cidades até os processos de reconhecimento facial e prevenção de crimes, oque permite a maior exatidão nas intervenções físicas policiais . Conforme, o G1, cidades da região de São Paulo investiram mais de meio milhão em tecnologias de monitoramento, oque fez reduzir significativamente a criminalidade nas regiões da instalações.

Ademais, cabe considerar, no entanto, a questão do excesso de vigilância por parte do Estado.Segunda a CNN a China, usa 170 milhões de câmeras com reconhecimento facial em meio de convívio para vigiar a população. Efetivamente, há uma demasiada invasão de privacidade, o que fere o direito à privacidade consolidado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Percebe-se, então, a necessidade da justa medida entre segurança e privacidade

Portanto, é evidente que os Estados necessitam investir, por meio da disponibilização de recursos do fundo da união para as Secretarias de Segurança, que possibilite investimentos em equipamentos tecnológicos e  desenvolvimento de aplicativos de seguranças, com o objetivo de combater a criminalidade de forma eficiente e segura, dessa forma logo poder-se-á comemorar o benéfico uso das atuais “torres de monitoramento”.

mento"