A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 16/06/2020

Nas célebres histórias em quadrinhos da Marvel Comics, o personagem Homem de Ferro utiliza meios tecnológicos como forma de combater o crime. Por não ter poderes, ele procura ampliar os métodos capazes de deter os vilões que assolam a cidade de Nova York. Fora da ficção, a criminalidade se destaca como inimiga social. Isso se deve, sobretudo, ao fato da tecnologia não atuar de forma ampla e do descaso público quanto a segurança. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Primordialmente, de acordo com dados do site G1, a alta letalidade está relacionada, diretamente, a questões sociais e econômicas. Em 2017, a falta de oportunidades, de estudo ou trabalho, afetou cerca de 27% dos jovens. Além disso, as regiões periféricas tendem a ser, consequentemente, as mais atingidas pelo desprezo público. A falta de câmeras de vigilância em áreas com maior incidência de crimes e um patrulhamento ineficaz, contribuem para a expansão da violência.

Ademais, segundo dados do IBGE, em 2013, no estado de Minas Gerais, os percentuais de morte mais elevados ocorreram nos grupos de homens de 15 a 24 anos, principalmente, por causas violentas ou acidentais. Assim, torna-se evidente que, o déficit de investimentos em materiais e capacitação de policiais, são reflexo da negligência do Estado.

Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, em parceria com os governadores e prefeitos, desenvolver projetos que visem propor maior segurança para os cidadãos que, incluam câmeras posicionadas e que contemplem regiões com maior número de crimes até as mais, consideravelmente, seguras. Além disso, as centrais de atendimento da Polícia carecem de uma vigilância de monitoramento de 24 horas, tornando o sistema mais rápido e eficaz para atender as ocorrências.